Parte dos 1.250 funcionários da Coteminas, empresa têxtil com sede em Blumenau, no Vale do Itajaí, se reuniu em frente à companhia no começo da manhã desta quarta-feira (15). Trabalhadores alegam que estão sem receber o salário de janeiro, que deveria ter caído na conta no dia 5 de fevereiro.
Em protesto, trabalhadores da Coteminas cobram salários atrasados em Blumenau – Foto: NDTV/Reprodução/NDDe acordo com o Sintrafite (Sindicato dos trabalhadores nas Indústrias de Fiação e Tecelagem de Blumenau, Gaspar e Indaial) a empresa também está sem depositar o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) há quatro meses. Na semana passada, o sindicato entrou com uma ação na Justiça do Trabalho para que o pagamento seja realizado. A empresa foi notificada e recebeu prazo de 48 horas para dar uma resposta.
“Quando a gente soube do atraso do salário, o sindicato entrou com uma ação na Justiça do Trabalho para que se cumpra, se pague os salários dos trabalhadores. E também nessa ação o pedido do sindicato é que nos meses subsequentes não se atrase o salário. Além dessas medidas, o sindicato está aqui hoje na porta da fábrica fazendo um ato, uma manifestação na porta de fábrica junto com os trabalhadores pra demonstrar essa insatisfação, a nossa indignação com relação ao não pagamento do salário”, disse o presidente Sintrafite, Carlos Maske.
SeguirOperadora de máquina na empresa, Camila dos Santos, funcionários receberam avisos que o salário iria ser depositado. “Até agora nada. A gente do sindicato resolveu fazer essa manifestação por que é o direito de todos né, o salário”, contou em entrevista para a NDTV.
Funcionários que trabalham mais de uma década na Coteminas, contaram que nunca viram a empresa deixar de pagar o salário. “A gente nunca passou por essa situação. Foi a primeira vez que a empresa está atrasando o nosso pagamento. Mas as nossas contas chegam né e infelizmente precisa do salário pra colocar comida na mesa”, afirmou Amailson Francisco da Silva, analisa de desenvolvimento de processos na Coteminas.
A reportagem do ND+ tentou contato com a Coteminas, mas não obteve retorno. O espaço continua aberto para a manifestação da empresa.
*Colaborou a repórter Franciele Cardoso