A Acig (Associação Empresarial de Gaspar) criticou a decisão da prefeitura de Gaspar de estabelecer ponto facultativo na segunda-feira (20) e na terça-feira (21) de Carnaval. A entidade empresarial divulgou nota de repúdio e pediu ao município uma “atenção especial” em um decreto que atrapalha o dia a dia dos moradores.
Cidade de Gaspar, no Vale do Itajaí – Foto: Divulgação/Guilherme Spengler/NDA prefeitura de Gaspar informou nesta semana que o expediente vai ser retomado a partir da quarta-feira (22) de Cinzas, em horário normal, e que este é o único ponto facultativo que o município aplica durante o ano, só parando as atividades nos feriados nacionais e no aniversário da cidade.
Os serviços essenciais vão funcionar normalmente ou em regime de plantão. Os postos de saúde, creches e escolas vão estar fechados.
SeguirNa nota de repúdio, a Acig diz que é contrária ao ponto facultativo, já que indústria, empresas locais e comércio vão manter as atividades durante o Carnaval. A entidade afirma que os trabalhadores nem sempre têm com quem deixar os filhos durante o expediente.
Gaspar não é única cidade do Vale do Itajaí com ponto facultativo no Carnaval. Blumenau segue a mesma linha, vai parar no “feriadão”. Os municípios de Rio do Sul e Indaial não vão aderir à folga, mantendo as atividades normais.
A divergência das cidades do Vale no “feriadão” de Carnaval não é de hoje. A coluna já trazia a situação no ano passado, afirmando que estava mais do que na hora dos gestores públicos repensarem sobre isso. Pelo visto, nada ou pouco mudou.
Veja a nota de repúdio da Acig na íntegra:
A Associação Empresarial de Gaspar (Acig) é totalmente contrária à definição da prefeitura em determinar ponto facultativo nos dias 20 e 21 de fevereiro por conta das comemoração do carnaval. Embora seja uma data festiva em outras regiões do país – e até de Santa Catarina, no Vale do Itajaí, essa não é uma tradição, tanto que a indústria, empresas locais e comércio mantêm suas atividades lineares no período. A definição de ponto facultativo do Poder Público acaba interferindo nas prestações de serviços básicos, a exemplo das escolas e creches municipais, que estarão fechadas. Isso impacta diretamente na escala dos trabalhadores, que nem sempre têm com quem deixar os filhos durante o expediente. Como entidade representativa, a Acig repudia o ato e solicita uma atenção especial a este tipo de decreto, considerando a fluidez das atividades que regem a economia da cidade e o bem-estar dos trabalhadores de Gaspar e suas famílias.