‘Era serviço sem fim, mas deixou saudade’: trio relembra construção de hospital em Joinville

Trabalhadores se encontraram para repetir a foto feita em 1963

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Redação ND Joinville

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O trio de amigos Amandus Pabst e os irmãos Leopoldo e Leoneto Kunde marcaram a história do Hospital Bethesda. Juntos, construíram com as próprias mãos o espaço que abriga centenas de pacientes em Joinville, no Norte catarinense. Em 1963, o grupo fez uma fotografia em frente à construção. Mais de 50 anos depois, amigos se encontraram para repetir a foto.

Amandus, Leopoldo e Leoneto – Foto: Hospital Bethesda/DivulgaçãoAmandus, Leopoldo e Leoneto – Foto: Hospital Bethesda/Divulgação

A história do trio foi compartilhada nesta semana pelo próprio Hospital Bethesda e também está presente no livro “Força, foco e fé: Memória Instituição Bethesda”, escrito por Malu Salgueiro e que celebra os 85 anos da instituição.

“Colaboradores da Instituição Bethesda por uma vida inteira. Eles participaram da construção do hospital desde o início, o Amandus atuou ao longo de 55 anos, Leopoldo 37 anos e Leoneto por 34 anos”, contou a unidade hospitalar nas redes sociais.

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Amandus, por exemplo, trabalhou por quase 55 anos na instituição, desde que a unidade ainda era conhecida como uma casa de repouso. Depois, ajudou na construção do Hospital Bethesda, que foi inaugurado em 1969.

Antes, Amandus atuava como agricultor na região e levava alimentos para os moradores de Pirabeirabeira. Com o tempo, acabou migrando de profissão e foi um dos responsáveis por erguer as paredes da unidade.

“Era serviço sem fim, mas deixou saudades. Fiz muitos amigos, era uma irmandade”, lembra Amandus.

Junto com ele, atuavam os irmãos Leopoldo e Leoneto. O primeiro, começou a trabalhar no espaço desde quando o terreno estava sendo preparado para a obra, além de ter atuado como supervisor encarregado da obra. Depois, Leopoldo continuou trabalhando na instituição por mais 37 anos.

Já Leoneto, completou 34 anos de trabalho com o Bethesda. Ele era responsável pelas manutenções do espaço, desde quando o local era casa de repouso e depois o hospital. Leoneto era marceneiro, encanador, eletricista e o que mais precisasse ser.

“Já naquela época nosso objetivo era a prevenção; não deixar as coisas acontecerem para daí consertar. Medíamos todo dia o oxigênio, a água e o gás para a cozinha. Isso não podia falhar nunca”, relembram os irmãos no livro que celebra o aniversário da instituição.

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