Escolas, centros de saúde: veja os serviços afetados pela greve em Florianópolis

Servidores de setores como saúde, educação e assistência social aderiram à greve por tempo indeterminado; prefeitura ingressou na Justiça contra a paralisação

Redação ND Florianópolis

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Servidores municipais da educação, assistência social, saúde, Floram (Fundação Municipal do Meio Ambiente) e Ipuf (Instituto De Planejamento Urbano De Florianópolis) entraram em greve por tempo indeterminado a partir desta quarta-feira (15), em Florianópolis.

Além desses setores, ACS (agentes comunitários de saúde) e ACE (agentes de combate às endemias) também participam da paralisação. O ato já começa a afetar alguns serviços oferecidos pelo município.

Servidores de Florianópolis entraram em greve por tempo indeterminado – Foto: Sintrasem/Instagram/NDServidores de Florianópolis entraram em greve por tempo indeterminado – Foto: Sintrasem/Instagram/ND

A decisão foi aprovada durante uma assembleia com quase cinco mil pessoas na praça Tancredo Neves, nesta terça-feira (14).

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Nesta manhã, o Sintrasem (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis) faz um roteiro de mobilização nos locais de trabalho dos servidores. Uma nova assembleia está marcada para às 13h15.

Os servidores reivindicam valorização salarial, com pagamento integral das perdas inflacionárias e dos planos de carreiras. Posicionam-se contra a terceirização e em defesa da previdência pública, de concurso público e melhores condições de trabalho.

Em texto na página oficial, a entidade afirma que “a inflação dos últimos 12 meses fechou em 12,4%, mas o governo oferece apenas 3% em 2022”. Eles resumem a atitude do governo como “destruição dos salários”.

Também buscam propostas com relação ao plano de carreira dos trabalhadores do quadro civil, valorização das auxiliares de sala, pagamento dos pisos nacionais dos ACS e ACE ou a tabela do magistério.

O que diz a prefeitura

A prefeitura de Florianópolis informou, ainda nesta terça, que ingressou na Justiça contra a greve dos servidores.

De acordo com o prefeito Topázio Neto (Republicanos), a proposta feita ao Sintrasem contemplava especialmente os servidores com menores salários, já que elevaria em 30% o valor do vale-alimentação. A proposta global apresentada pela administração municipal ao sindicato chegaria a R$ 55 milhões de agora até janeiro.

“Somos sensíveis aos impactos da inflação sobre os salários e buscamos formas de minimizar as perdas. É lamentável que esta postura do sindicato seja irredutível e prejudique diretamente a população. Contamos com a compreensão dos servidores para que mantenham suas atividades”, disse Topázio.

Veja como ficam os serviços:

Assistência social 

  • CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) Ilha: atendimento normal
  • CREAS Continente: atendimento normal
  • CREMV (Centro de Referência de Atendimento à Mulher em Situação de Violência): atendimento normal
  • Centro POP (Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua): atendimento normal
  • Serviços de Acolhimento: todos funcionando normalmente
  • CCFV (Centros de Convivência e Fortalecimento de Vínculos) Costeira: atendimento normal
  • CCFV Monte Cristo: atendimento normal
  • CCFV Agronômica: atendimento normal
  • CCFV Tapera: atendimento normal
  • CCFV Jardim Atlântico: atendimento normal
  • CRAS (Centro de Referência da Assistência Social)
    Centro I, no Centro: atendimento normal
  • CRAS Centro II, na Trindade: atendimento parcial
  • CRAS Continente I, no Jardim Atlântico: atendimento normal
  • CRAS Continente II, em Capoeiras: atendimento normal
  • CRAS Norte I, em Canasvieiras: atendimento normal
  • CRAS Norte II, em Ingleses: atendimento normal
  • CRAS Norte III, no Saco Grande: atendimento normal
  • CRAS Sul I, no Saco dos Limões: atendimento normal
  • CRAS Sul II, na Tapera: atendimento normal
  • CRAS Sul III, no Rio Tavares: atendimento parcial
  • Conselho Tutelar: todas as unidades com funcionamento normal

Saúde

A Secretaria Municipal de Saúde informou nesta manhã que, por ora, o panorama inicial aponta que a adesão geral à greve é de 8,9%. No entanto, o cenário pode mudar ao longo do dia.

A adesão por distritos está em: Centro (37%), Continente (17,9%), Norte (15,%) e Sul (22,7%).

As unidades com maior adesão são:

  • Centro: Agronômica (50%), Córrego Grande (42%), Saco Grande (36%), Trindade (28%);
  • Continente: Estreito (17,9%);
  • Norte: Jurerê (33%);
  • Sul: Lagoa (33%), Tapera (21%).

Já as policlínicas contam com menos de 2% de adesão à paralisação. Servidores do Samu e das UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) não participam da greve até o momento. A equipe do CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) está em reunião para definir se adere ou não à paralisação.

Ainda de acordo com a pasta, muitas unidades farão reuniões ainda nesta quinta.

Educação

A Secretaria Municipal de Educação orienta que os pais ou responsáveis devem ir até a escola ou creche para se se certificarem se a unidade educativa está funcionando e se a turma da criança ou do adolescente terá atendimento.

No final da tarde desta quarta-feira (15), a pasta divulgou o balanço do funcionamento das escolas e creches, elaborado pelas diretorias de educação infantil e de educação fundamental.

A Educação municipal conta com 85 creches e 38 escolas, com um total de 40.617 estudantes. Mais de 5,7 mil profissionais atuam no magistério.

Das 38 unidades do Fundamental:

15 escolas estão atendendo normalmente (39,5%);
23 estão com atendimento parcial (60,55%).

Das 96 creches:

59 atendem normalmente (61,4%);
35 estão atendendo parcialmente (36,4%); e
2 estão sem atendimento (2,2%).

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