Evitar retrocesso é desafio na polêmica sobre a Hercílio Luz

Discussão sobre as mesas e cadeiras do canteiro central envolve respeito à legalidade sem desfigurar o jeito atual da ocupação da avenida

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A ocupação do canteiro central da avenida Hercílio Luz, que voltou à baila depois da polêmica retirada das mesas e cadeiras na noite de sexta-feira, já vinha sendo acompanhada por meio de um inquérito civil instaurado pela 30ª Promotoria de Justiça da Capital.

O Ministério Público chegou a notificar o município sobre a necessidade de alvarás especiais para a colocação dos equipamentos dos bares e restaurantes no passeio e manifestar preocupação com a livre circulação de pedestres, especialmente pessoas com deficiência.

Desafio é evitar retrocesso na avenida Hercílio Luz, mais viva e democrática desde a revitalização – Foto: Marco Santiago/Arquivo/NDDesafio é evitar retrocesso na avenida Hercílio Luz, mais viva e democrática desde a revitalização – Foto: Marco Santiago/Arquivo/ND

Essas questões deverão ser discutidas em reunião nesta quinta-feira, convocada pelo Executivo e que deve reunir representantes das forças de segurança, comerciantes e moradores da Hercílio Luz.

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Com o claro objetivo de evitar aglomerações na primeira noite de Carnaval, a fiscalização realizada pela PM – a pedido da Superintendência de Serviços Públicos, vinculada à secretaria de segurança pública – acabou escancarando a omissão do município.

Ora, quem mora na região central ou passa com frequência pelo local sabe que os bares e restaurantes funcionam há anos com mesas e cadeiras no passeio central e com venda de bebidas alcoólicas ao ar livre. Por que a cobrança dos alvarás só agora?

O desafio é garantir que a legalidade seja respeitada sem que ocorram retrocessos na Hercílio Luz, que está bem mais democrática desde a revitalização na primeira gestão do prefeito Gean Loureiro.