Família de Indira, morta em Itajaí, faz ato pedindo por justiça no Dia da Mulher

Data também marca dois meses do crime que chocou Itajaí e região; principal suspeito não foi indiciado por feminicídio

Redação ND Itajaí

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Dois meses após o assassinato de Indira Mihara Felsky Krieger, de 35 anos, em Itajaí, família, amigos e pessoas solidárias a causa devem se reunir em uma caminhada pedindo por justiça e pelo fim da violência contra as mulheres.

Indira trabalhava em um cartório e foi morta em janeiro deste ano – Foto: Reprodução/Internet/NDIndira trabalhava em um cartório e foi morta em janeiro deste ano – Foto: Reprodução/Internet/ND

O ato acontece nesta terça-feira (8) a partir das 9h, e começa na rua 2.000, em direção à praça Almirante Tamandaré, em Balneário Camboriú. A caminhada acontece em conjunto com o programa Abraço à Mulher, da prefeitura da cidade.

O programa tem o objetivo de prestar apoio às mulheres acometidas de violência doméstica ou em vulnerabilidade social. Ele conta com atendimento de assistência jurídica, acompanhamento psicológico, encaminhamentos às redes de apoio e a grupos focais. Desde a criação, em 2019, o programa já prestou 18.709 atendimentos. Apenas nos três primeiros meses de 2022, já foram atendidas 949 mulheres.

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O Abraço à Mulher está disponível 24h, todos os dias da semana, inclusive aos finais de semana, pelo telefone (47) 99982-1906. Já para quem deseja denunciar algum caso de violência à mulher, pode entrar em contato com o Grupo de Proteção à Mulher (GPM), através do número (47) 99982-2275.

Crime chocou a região

O assassinato de Indira chocou e ainda é um assunto dolorido para a família. Leonardo Trainotti, suspeito do crime, foi indiciado e teve a prisão temporária convertida em preventiva em fevereiro.

Leonardo foi indiciado por latrocínio, roubo qualificado pela morte da vítima. Apesar de o indiciado ser namorado da vítima, o delegado responsável pelo caso, Eduardo Ferraz, não informou porque o crime não foi considerado feminicídio.

Em nota, a defesa se manifestou afirmando que não tem acesso ao processo, e segundo a advogada Tayana Rosetto, soube da denúncia do acusado através da mídia. “Desse modo, informamos que após o acesso a íntegra do processo e todos os seus autos, realizaremos uma manifestação de forma coerente”, finaliza a nota.

Indira teria sido morta pelo companheiro após discussão por uso de drogas – Foto: Reprodução/Internet/NDIndira teria sido morta pelo companheiro após discussão por uso de drogas – Foto: Reprodução/Internet/ND

Relembre

Indira foi encontrada morta no apartamento que morava, pelas próprias irmãs. Ela teria sido asfixiada com uma almofada após uma briga com Leonardo, na noite de sexta-feira, dia 7 de janeiro.

O indiciado, segundo a polícia, seria usuário de  cocaína e costumava usar o dinheiro de Indira para comprar droga. A vítima teria negado dar dinheiro a ele, o que motivou a discussão.

Após o assassinato, Leonardo teria roubado o carro, uma motocicleta, o celular e dinheiro da vítima. Ele passou dois dias em motéis da região, deixando os itens como “pagamento”. Ele teria, inclusive, pedido mais dinheiro às irmãs de Indira, se passando por ela.