As chuvas que atingiram o Vale do Itajaí nos últimos dois dias cessaram, embora outros pontos do estado e também do país continuem vivendo transtornos em decorrência dos fenômenos naturais. Em Blumenau, na manhã desta quarta-feira (21), uma família venezuelana era a única que permanecia desalojada no Abrigo Público Municipal.
Família venezuelana é a única desalojada em Blumenau – Foto: Moisés Stuker/NDTVA família é composta pela mãe Liseidy Carlimar Mendez Farrera, de 35 anos, o esposo Gilbert, de 34, além dos filhos Klever e Adonai. Ela está sendo atendida pelo serviço de assistência social do município, no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do bairro Velha.
“Estávamos dormindo e acordamos assustados com a terra desmoronando e entrando pela janela. Só deu tempo de acordar os filhos, o marido e sair da casa”, disse Liseidy à reportagem da NDTV.
SeguirA Rua José Pawlak, na Velha Grande, onde a família morava, acabou sofrendo um deslizamento e também ficou interditada na terça (20). O local foi vistoriado por agentes da Defesa Civil.
Balanço de ocorrências da Defesa Civil
Conforme informações apuradas pelo ND+, a Defesa Civil de Blumenau registrava no início desta manhã um total de 182 ocorrências relacionadas a chuva dos últimos dois dias, sendo 131 deslizamentos, a maioria de pequena monta.
Na maior parte dos locais atingidos, o fluxo de veículos foi restabelecido ainda no decorrer da terça (20). A ligação Velha-Garcia, que não é pavimentada, seguia interditada por precaução, mas equipes da Defesa Civil e da Seurb foram encaminhadas na manhã desta quarta-feira (21) para limpeza da via e avaliação do solo.
Ao todo, 53 pessoas ficaram desabrigadas ou desalojadas e a maioria buscou a casa de familiares ou amigos. De acordo com o responsável de Defesa Civil de Blumenau, Carlos Olímpio Menestrina, ainda há preocupação de que novos episódios ocorram em Blumenau.
“Apesar do solo estar saturado, a possibilidade de deslizamentos ainda está elevada. Agora que o tempo está bom, faremos uma avaliação dentro dos devidos protocolos, para ver se existe a possibilidade dessas famílias voltarem para casa em segurança”, afirma.
Colaborou o repórter Moisés Stuker