Muitas homenagens e emoção na despedida ao empresário Moacir Bogo, que morreu nesta quarta-feira (17), aos 76 anos. O legado de quem tanto contribuiu para o desenvolvimento econômico e cultural de Joinville foi destacado pelos familiares e amigos que, nesta quinta-feira (18), se reuniram para prestar uma última homenagem.
Empresário era importante representante da cultura italiana – Foto: Acervo pessoal/Reprodução/ND“O legado dele, que vai ficar, é a quantidade de pessoas que pode ajudar, trabalhos que pode fazer em todas as áreas, do empreendedorismo, como filantropo nas áreas sociais as quais ele ajudou, no turismo, com muitos projetos para Joinville e Santa Catarina”, destaca um dos dois filhos do empresário, Stefan Bogo.
Em sua despedida, a quantidade de coroas de flores trouxe um pouco da proporção da importância dele.
Seguir“A nossa cidade, falando na economia, na cultura, dá pra dizer que o italiano chegou a Joinville e deixou seu legado. É um momento de muita dor também porque, quem conhece o Bogo sabe, ele vai fazer muita falta. Fez muito por Joinville e fez muito anonimamente. Tem muita coisa que ele fez que ninguém sabe. E ele até fez questão de fazer anonimamente”, ressalta o empresário e amigo Moacir Thomazi.
Para o filho Stefan, o reconhecimento que o pai tem recebido demonstra quem Bogo foi em vida. “A bondade que ele tinha, falava com brilho nos olhos, sempre falava com entusiasmo, empolgado, isso refletia nas amizades dele. Acho que ele pôde fazer e cumprir seu papel”, cita.
No lado empresarial, Bogo veio para Joinville em 1978 quando se tornou sócio da empresa de transporte coletivo Gidion. Inclusive, vários funcionários passaram pelo velório ainda durante a manhã. Ele também foi responsável pela empresa Verdes Mares e Parque Unipraias. Líder, também esteve à frente da Acij (Associação Empresarial de Joinville), como presidente, vice e atualmente era conselheiro.
Moacir Bogo deixa esposa e dois filhos. Deixa também a saudade e admiração para muitos que conviveram ao lado do empresário, líder, amigo, companheiro e pai.
“Sempre foi família, era de família grande com 13 irmãos, gostava de ter todos por perto, de confraternizar. Se misturava família com negócios, nunca parava, almoço de domingo queria que olhassem seus projetos, convencer que era uma boa. Muito natural esse tempo que a gente conviveu com um homem, pai e empresário”, finaliza Stefan.
“Olha, vai fazer falta, Joinville perde muito, o Estado perde muito e nós, amigos deles, perdemos muito. Vai fazer falta”, diz com tristeza o amigo Thomazi.