Um encontro que preencheu a folha em branco do álbum da vida e que teve o Portal ND+ como ponte. Débora Emanuelle Knopf Schran, 35 anos, foi adotada quando nasceu – em 18/12/86 – na cidade de Guaraniaçu, no Paraná. Na época, a maternidade tinha uma lista de famílias na espera para adoção de crianças. Ela foi, então, entregue à família, que logo mudou-se para Joinville.
Débora com seus irmãos biológicos. Dois não puderam comparecer – Foto: Arquivo pessoal/Divulgação NDAos sete anos, a mãe adotiva, de uma maneira muito suave e acolhedora, contou a Débora que ela não era sua filha biológica.
Depois de um tempo, Débora voltou a abordar o assunto com a mãe para tentar saber se tinha irmãos por parte da mãe biológica. Foi onde ela comentou que na época soube que sua mãe biológica tinha um menino. Que quando Débora nasceu esse menino já tinha três anos.
SeguirDesde então, passou alimentar o sonho de conhecer o seu ou seus irmãos biológicos.
“Fiquei pensando que eu poderia ter mais irmãos. Fui até o hospital onde eu nasci, mas o hospital não forneceu o livro de nascimento. Precisaria ordem judicial para conseguir acessar o livro de partos”, comentou Débora.
Foi aí que entrou o Portal ND+, que publicou uma reportagem sobre Angélica Cardoso Souza que doou uma filha por necessidade e até hoje tenta reencontrá-la. A história comoveu e teve grande repercussão na internet até chegar na vida de Débora.

Foto: Reprodução/Divulgação NDA jovem leu e comentou a reportagem no Facebook. Disse que era filha única e tinha muita vontade de conhecer seus irmãos. Uma mulher que trabalhou na maternidade de Guaraniaçu viu o comentário de Débora e disse que poderia ajudá-la.
“Aí começamos a conversar no privado. Ela sugeriu que eu ligasse para a diretora do hospital e pedisse acesso ao livro onde estavam registrados os partos.”
Cheia de esperanças, Débora passou a mão no telefone e ligou para a diretora do Hospital que disse ‘você teve sorte porque vamos queimar todos os arquivos abaixo do ano de 2000’.
Com o nome da mãe em mãos, Débora passou a pesquisar em grupos na cidade e encontrou várias pessoas com o sobrenome Brandão até que em uma foto havia uma mulher segurando uma criança no colo. “Vi que a menina era muito parecida com minha filha. Olhei nos comentários e vi que tinha um dizendo ‘que linda mãe'”, lembra.
Débora chamou o rapaz no privado, mas como ele não visualizou a mensagem, ela, então, encontrou a esposa do rapaz e entrou em contato. “Você conhece essa senhora? Porque acho que seu marido pode ser meu irmão biológico”, perguntou Débora. Rapidamente, a mulher respondeu que sim, que era sua sogra.
“O marido dela e meu irmão biológico Tialei me ligou por vídeo e nos emocionamos na hora”, conta Débora. No fim de semana foi à casa da mãe, em Curitiba, e confirmou toda a história.
Naquele momento, ele adicionou Débora num grupo de Whatsapp da família e disse: “Débora, bem vinda à família”.
“Eu desabei. Era o fim de uma busca de anos. Nunca achei que iria encontrar meus irmãos”, relembra, emocionada.
Foi, então, que ela descobriu que sua mãe biológica teve 11 filhos, um deles falecido. Débora, então, ganhou uma grande família com dez irmãos sendo três mulheres e sete homens.
Os irmãos combinaram de se encontrar dia 24 de abril em Curitiba, já que todos os irmãos moram lá. Inclusive, a mãe biológica Sirlei mora com um deles.
Débora com o irmão Tialei e sua sobrinha – Foto: Arquivo pessoal/Divulgação NDO encontro tão aguardado foi regado de muita emoção e descobertas.
Além do abraço e carinho dos irmãos, Débora também estava ansiosa para conhece sua avó, a única que sabia de toda a história e sempre dizia que queria conhecê-la antes de partir.
O encontro foi emocionante: veja abaixo:
Momento do encontro de Débora com a vó. – Vídeo: arquivo pessoal/Divulgação ND
Débora com a vó. – Foto: Arquivo pessoal/Divulgação NDHoje, os irmãos e falam praticamente todos os dias, marcam encontros, celebrações e seguem com suas vidas agora sem nenhuma lacuna.
Abaixo, veja a carta de agradecimento que Débora escreveu ao Grupo ND.
“Eu venho através de e-mail agradecer a ND Mais.
Graça a uma publicação feita na página do Facebook eu descobri meus irmãos biológicos
Quando nasci no Paraná na cidade de Guaraniaçu a 35 anos atrás fui dada para adoção. Quando tinha 7 anos minha mãe me contou então de uns 8 anos pra cá tive grande vontade de saber se tinha irmão. Até q foi publicado uma reportagem onde fala de uma idosa com vontade de conhece a família, então eu comentei na publicação q era adotiva e tbm queria muito conhecer meus irmãos uma moça q trabalha nos hospitais da cidade q eu nasci viu meu comentário e me chamou falando q iria me ajudar a encontrar eles ?Graça a ajuda dela consegui um nome no livro de parto do hospital e através desse nome encontrei meus irmãos ?Tenho 10 irmãos biológicos ?Segue a foto da publicação feita pela ND Mais e a foto minha com meus irmãos.”
Débora vive feliz em Joinville com a família que construiu. Tem dois filhos – um menino e uma menina – e trabalha como cerimonialista.