A primeira-dama de Florianópolis, Beatriz Silveira, iniciou na semana passada, em visita aos Açores, conversa com o diretor regional das Comunidades, José Andrade, para que Florianópolis e a cidade de Ribeira Grande, localizada na Ilha de São Miguel, nos Açores, se tornem coirmãs.
Beatriz Silveira recepcionada com boas-vindas a ela edemais visitantes na administração de Ribeira Grande – Foto: Divulgação/NDBeatriz visitou Andrade acompanhada pela professora, escritora e consultora do projeto “Viva Açores, Conhecer é Viver”, Lélia Nunes, que vem realizando um incansável trabalho de estreitamento de relações entre os dois países, e dois representantes do Grupo de Veteranos “Manezinhos da Ilha”, que participava de competições esportivas nas ilhas, antecipando as comemorações dos 275 anos do povoamento açoriano do Sul do Brasil.
Florianópolis já tem outra cidade na mesma ilha como coirmã, a capital Ponta Delgada. Lélia explica que o status de coirmãs abre precedentes para uma série de projetos em comum, incluindo intercâmbios culturais e estudantis.
SeguirO protocolo prevê que o prefeito de Ribeira Grande encaminhe à Prefeitura de Florianópolis um documento, devidamente aprovado pela Assembleia Municipal de Ribeira Grande – o equivalente no Brasil à Câmara de Vereadores – listando os motivos e as vantagens que os dois municípios terão ao se tornar coirmãos. Aqui, ele também deve ter aprovação do prefeito e dos vereadores para que o acordo seja selado.
Em PontaDelgada,com o diretorregional deComunidades,José deAndrade – Foto: Divulgação/NDA própria professora Lélia redigiu o processo inicial. Ela diz que Ribeira Grande já é cidade-irmã de Porto Alegre, capital gaúcha também colonizada pelos açorianos, e quer estender esta relação a Santa Catarina, em função do grande número de descendentes açorianos.
Ao jornal Diário dos Açores, Lélia destacou que “trata-se de uma missão cultural a reverenciar o legado inestimável construído por gerações de descendentes daqueles pioneiros visionários do longevo século 18. Um encontro às origens da nossa gente “manezinha”, assentada numa rede imensa de afetos, na devoção do Espírito Santo e à descoberta dos Açores do século 21”.
Conselho Mundial
O estreitamento de laços com os Açores também se intensificou recentemente com a posse do catarinense Sérgio Ferreira como presidente do Conselho Mundial das Casa dos Açores, em cerimônia realizada no Canadá. Ele é o segundo catarinense a assumir a presidência. A primeira foi a professora Caren Machado, entre 2011 e 2012.