Descendentes da heroína que deu origem ao nome do NEIM (Núcleo de Educação Infantil Municipal) Julia Maria Rodrigues, localizado no bairro Jardim Atlântico, em Florianópolis, se emocionaram durante o projeto “Café com Lembranças”, organizado para homenagear os feitos da avó na comunidade.
A ação promoveu uma interação que reuniu as famílias das crianças e parentes da dona Júlia, que serviu na região por muito tempo como lavadeira, benzedeira e parteira.
Ação em creche de Florianópolis, homenageia guerreira Júlia Maria Rodrigues e emociona familiares – Foto: PMF/Divulgação/NDCom o objetivo da comunidade educativa conhecer um pouco mais da história, além do delicioso café, o NEIM trouxe um pouco da vida da homenageada em toda a temática da celebração.
SeguirAs decorações continham itens antigos para compor o cenário e a apresentação principal, que foi uma esquete, narrou um pouco da história de como a heroína conheceu seu par e, também, como ela fazia os partos.
Projeto tem como objetivo fazer conhecida a história da dona Julia – Foto: PMF/Divulgação/NDDeixando a homenagem ainda mais completa, os netos e bisnetos, Ludmar, Vera, Elizabeth, Jackson, Ivan, Maria Aparecida, Débora e Wylson Rodrigues, compareceram ao evento e se emocionaram em poder relembrar um pouco mais do que viveram com sua avó e bisavó.
Para deixar registrado o carinho e manter sempre viva a imagem da dona Júlia, o artista Léo sdi, realizou, de forma voluntária, uma arte mural com a imagem da benzedeira e o nome Júlia Maria Rodrigues em uma das paredes do NEIM.
Um pouco da história da heroína que marcou a região
Nascida em Palhoça, dona Júlia casou-se aos 15 anos de idade com Avelino José Rodrigues, depois de 2 anos mudou-se para o bairro Estreito, que antes pertencia ao município de São José. Lá começou a deixar sua marca na região. Teve 11 filhos, 34 netos, 60 bisnetos e 32 tataranetos.
Jackson, Debora, Ludmar, Vera, Elizabeth, Maria Aparecida, Wylson (Sabarah), Dinalva da Cruz ( amiga da família) e Ivan, que estavam presentes – Foto: PMF/Divulgação/NDNa comunidade foi lavadeira, doméstica, cozinheira e era conhecida também por fazer benzedura em crianças de arca caída – nome popular de doença caracterizada por forte dor no peito – além de realizar trabalhos como parteira.
Júlia faleceu em 1990, aos 109 anos de idade, ficando na lembrança de muitos pelos inúmeros serviços que realizou, sendo que em seu último trabalho ajudou a trazer ao mundo um casal de gêmeo