‘Grande pensador e pesquisador’: quem era o jornalista catarinense Carlos Damião

Historiador e poeta, Carlos Damião morreu aos 67 anos em Florianópolis, nesta sexta-feira (18)

Redação ND Florianópolis

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Defensor da cultura e investigador da história catarinense, o jornalista, historiador e poeta Carlos Damião Werner Martins, que morreu nesta sexta-feira (18), ao 67 anos, será lembrado como um profissional “com talento, ética, espírito crítico e generosidade com os colegas”.

Jornalista Carlos Damião morreu nesta sexta-feira (18) – Foto: Facebook/Reprodução/NDJornalista Carlos Damião morreu nesta sexta-feira (18) – Foto: Facebook/Reprodução/ND

É assim que a Associação Catarinense de Imprensa descreve o cronista em sua homenagem. Nas redes sociais, familiares e amigos lamentam a morte do jornalista e prestaram diversas homenagens.

” Um exemplo de colega que vai fazer falta, que nos ajudou com tantas palavras bem escolhidas nestes tempos difíceis. Meus sentimentos e força para toda a família, o legado está aí”, escreveu a jornalista Sara Capraio, em resposta ao comunicado de falecimento. “Perda irreparável”, também escreveu o jornalista Fabrício Escandiuzzi.

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Já o repórter Alessandro Bonassoli disse “tristeza imensa ao saber da morte do amigo Carlos @Damiao_FLN, um dos mais competentes jornalistas com quem tive o prazer de aprender nossa profissão. Meus sentimentos à família. Perda irreparável”.

Natural de São José, Damião já foi editor-chefe do Jornal de Santa Catarina, do jornal O Estado e do AN Capital. Trabalhou no antigo SBT e por anos atuou como jornalista e colunista do jornal Notícias do Dia, do Grupo ND. Também sendo apresentador e comentarista da rádio Guarujá.

Ao longo de sua trajetória, o jornalista escreveu sobre a vida pulsante de Florianópolis e região, com um olhar aguçado para os problemas sociais.

Em 2018 foi homenageado em uma cerimônia da entrega da Medalha do Mérito Cultural Cruz e Sousa. O prêmio reconhece oito personalidades de renome da área cultural e artística, que recebem esse prêmio simbólico. A cerimônia reuniu amigos, artistas e familiares dos homenageados em um evento “descontraído e emocionante”.

Em entrevista à época, Damião disse que o prêmio foi um reconhecimento ao trabalho que ele realiza desde a adolescência, que é a pesquisa histórica e o resgate da memória de Santa Catarina e, de Florianópolis.

Durante a homenagem, a professora de teatro e diretora de Espetáculos do DAC (Departamento Artístico Cultural da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), Carmen Fossari, destacou o fato do amigo Damião ser diferenciado na profissão.

“Ele é um dos raros jornalistas que é realmente um investigador, que tem coragem de se posicionar, além de ser um grande pensador e pesquisador. É um dos maiores jornalistas do Estado na atualidade”, avaliou.

Damião morreu após sofrer uma queda no apartamento em que morava, na avenida Hercílio Luz, em Florianópolis.

Olhar atento à cidade

Algumas de suas últimas colunas no site ND+, Carlos Damião mostrou seu olhar atento à cidade e à história por trás dos acontecimentos.

Na reportagem “Quando a Ilha de Santa Catarina avançou para o continente próximo”, o jornalista resgata as imensas transformações urbanas e sociais que a região continental passou ao longo de sete décadas e meia em que pertence à Capital.

Já na matéria “Ponto de encontro e palco afetivo de Florianópolis” relembra a força do Ponto Chic, local que foi importante cenário de reunião de “personalidades da política, autoridades, intelectuais, empresários e a gente simples”.

Cerimônia de despedida

O velório está marcado para esta sexta-feira (18), as 13h, no Crematório Catarinense, na BR-101, km 217, em Palhoça, na Grande Florianópolis. Logo após, por volta das 17h, deve acontecer a cerimônia de despedida.

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