Greve em Florianópolis afeta 37 centros de saúde e 124 escolas; veja detalhes

Paralisação foi deflagrada à meia-noite desta quarta-feira (31); cerca de 80% dos trabalhadores aderiram ao movimento

Redação ND Florianópolis

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A greve dos servidores de Florianópolis afeta 37 centros de saúde e 124 escolas, na manhã desta quarta-feira (31). A paralisação foi deflagrada pelo Sintrasem (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis) à meia-noite.

Assembleia definiu greve nesta terça-feira (30) – Foto: Sintrasem/Divulgação/NDAssembleia definiu greve nesta terça-feira (30) – Foto: Sintrasem/Divulgação/ND

Das 124 escolas, sete estão sem atendimento e as demais com atendimento parcial ou total.

A adesão dos trabalhadores deve ser entre 70% e 80% dos trabalhadores, estima o sindicato. A prefeitura informou que monitora os serviços afetados e articula ações para minimizar os impactos no atendimento de saúde e educação para os próximos dias.

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Na saúde, 15,93% dos profissionais efetivos aderiram à greve e o serviço foi afetado em 37 Centros de Saúde, dois CAPS, três policlínicas e, até o momento, nenhuma UPA.

A UPA Continente, que tem os atendimentos inteiramente administrados por uma Organização Social, tem a garantia de prestar os atendimentos de forma integral nos próximos dias.

Os cidadãos que precisarem de atendimento podem primeiro ligar para o Alô Saúde Floripa, pelo telefone 0800 333 3233, antes de se direcionarem a qualquer unidade. A Prefeitura planeja, para os próximos dias, iniciar atendimento por telemedicina em vídeo com médicos.

Na educação, das 184 unidades, sete estão sem atendimento, e as restantes com atendimento total ou parcial.

A prefeitura informou que nesta terça-feira (30) já foi feito o levantamento dos profissionais que decidiram aderir à greve, portanto, nesta manhã, os pais já sabiam se deveriam ou não levar os filhos para a aula.

Nesta quarta será feito o levantamento do próximo dia e assim por diante. A prefeitura planeja antecipar as férias escolares para garantir o cumprimento dos dias letivos das unidades ou turmas que tiveram as aulas prejudicadas.

Centros de Saúde com atendimento afetado

Distrito Centro

Agronômica (29% dos profissionais em greve)
Centro
Córrego Grande
Itacorubi (30% dos profissionais em greve)
Monte Serrat
Prainha
Saco Grande (28% dos profissionais em greve)
Trindade

Distrito Continente

AbraãoBalneário
Capoeiras
Coloninha (27% dos profissionais em greve)
Estreito
Monte Cristo
Novo Continente
Sapé (50% dos profissionais em greve)
Vila Aparecida

Distrito Norte

Barra da Lagoa
Cachoeira do Bom Jesus
Canasvieiras
Ingleses
Jurerê (44% dos profissionais em greve)
Rio Vermelho
Santinho
Santo Antônio de Lisboa

Distrito Sul

Alto Ribeirão (66% dos profissionais em greve)
Armação
Campeche
Canto da Lagoa
Costa da Lagoa
Costeira do Pirajubaé (26% dos profissionais em greve)
Fazenda do Rio Tavares
Lagoa da Conceição
Pântano do Sul
Rio Tavares
Tapera

CAPs com serviços afetados pela greve
CAPs AD Ilha
CAPs Ponta do Coral

Policlínicas com serviços afetados pela greve
Poli Centro
Poli Sul
Poli Continente

Profissionais em greve nas UPAs Norte e Sul: 0

Negociações

A prefeitura argumenta que “as negociações entre executivo e sindicato estavam abertas e com proposta de aumento real por parte da Prefeitura: 6% no salário e mais 6% no vale-alimentação”.

O executivo municipal também diz que ofereceu mais uma gratificação aos auxiliares de sala, o que resultaria em um aumento total de 17% no salário. Também afirma que foram seis paralisaçõe nos últimos seis anos, o que resultou em 160 dias de greve e que todos os movimentos foram considerados ilegais pela justiça.

Já o sindicato afirma esperar uma resposta da prefeitura com novas propostas. “As últimas mesas de negociação foram improdutivos porque a PMF não mudou suas propostas e não deu nenhuma resposta para diversas reivindicações dos trabalhadores”, informou o órgão.

Entre as demandas da categoria estão o chamamento de aprovados em concursos, realização de novos concursos para áreas com falta de profissionais, a reestruturação e pagamento dos plano de carreira, o pagamento do piso nacional da enfermagem e da educação para auxiliares de sala.

Além disso, o Sintrasem aponta o parcelamento da reposição da perda salarial em quatro vezes (com uma parcela em janeira de 2024), “o que já vai significar perda salarial”, como entrave na negociação.

A greve foi declarada greve por tempo indeterminado nesta terça-feira (30). De acordo com as informações divulgadas pelo sindicato, a decisão veio após uma votação com quase 5 mil pessoas e sem nenhum voto contrário.

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