Joinville 172 anos: zona Sul carrega história dos loteamentos populares e luta por direitos

09/03/2023 às 04h50

A zona Sul é a maior da cidade, agrupando 15 dos 43 bairros joinvilenses

Foto de Fernanda Silva

Fernanda Silva Joinville

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Joinville faz 172 anos neste 9 de março e, para celebrar, o Portal ND+ conta a história da cada região da cidade, entre elas, a zona Sul, que agrupa 15 bairros, sendo a maior região em número de bairros. Ela foi marcada pela compra e venda de loteamento populares e pela organização dos moradores na luta por direitos.

Conheça melhor a história dos bairros Adhemar Garcia, Boehmerwald, Fátima, Floresta, Guanabara, Itaum, Itinga, Jarivatuba, João Costa, Paranaguamirim, Parque Guarani, Petrópolis, Profipo, Santa Catarina e Ulysses Guimarães.

Do time de futebol à paisagem rural, como explicar o Floresta?

Com mais de 21 mil moradores, o bairro Floresta cresceu muito ao longo dos anos. No início, era composto por poucos moradores, normalmente parentes, que viviam da agricultura, lembra Luiz Carlos Machado Borgershausen, de 68 anos, morador antigo da região.

Luiz Carlos lembra as histórias do bairro Floresta em meio a sorrisos – Foto: Carlos Jr/NDLuiz Carlos lembra as histórias do bairro Floresta em meio a sorrisos – Foto: Carlos Jr/ND

Nascido em Joinville, com pai joinvilense e avô alemão, Luiz cresceu no Floresta. Quando chegaram ao bairro, após morarem no Bucarein, encontraram um local de mata, com muitos pastos e famílias que viviam da agricultura. Não por acaso, o nome do bairro é inspirado na antiga paisagem local.

As terras de mata pertenciam a poucas famílias, principalmente de descendentes de alemães e portugueses. “Era dividido, em uma rua só alemão, na outra rua só português”, lembra Luiz.

O professor e historiador Fernando Sossai fala sobre a popularização da zona Sul de Joinville – Vídeo: Carlos Jr/ND

Assim como outros bairros, o Floresta foi se popularizando a partir da venda de lotes na década de 1980. A avenida Antônio Ramos Alvim, que hoje é repleta de prédios, antes era apenas um caminho de terra. “A rua Barra Velha era só pasto”, lembra Luiz. Enquanto a principal rua do bairro, a Santa Catarina, era apenas um caminho, uma estrada de chão. “Pegamos a pavimentação da rua”, conta o morador.

Enquanto as moradias se espalhavam pelo bairro, a maior parte dos comércios existentes costumavam ser abertos na via principal, a rua Santa Catarina. “Na esquina com a rua Icaraí, era o bar do seu Babu. Também havia as lojas Maio, de móveis e eletrodomésticos, e a venda [mercearia] Schroeder”, diz Luiz, mostrando a boa memória.

Hoje, o bairro dispõe de vários serviços, posto de saúde, comércios e escolas. A primeira foi o Dom Pio, na sequência o Rudolfo Meyer e Virgínia Soares. Quando era criança, Luiz precisou fazer o primário em uma escola em que o prédio era feito de madeira. Depois, fez o ginásio nos colégios João Colin e o ensino médio, no Ruy Barbosa, todos localizados em outros bairros. Por isso, a vinda das escolas para o Floresta foi comemorada.

Luiz lembra que, onde hoje é a escola Dom Pio de Freitas e a praça Tiradentes, ficava o famoso time de futebol do bairro, o Floresta Futebol Clube, criado nos anos 1940. Luiz conta que o terreno onde hoje também fica a Sociedade Floresta e o Gigantão foi doado por uma famosa família da cidade, os Soares. “[A Sociedade Floresta] surgiu após doação do terreno e do campo de futebol”, recorda Luiz. A contribuição para o bairro foi importante para os moradores, tanto é que uma das escolas do bairro leva o nome de Virgínia Soares.

O futebol e a organização dos moradores nas sociedades também fez o bairro crescer e fortaleceu laços. Além da Sociedade Floresta, por exemplo, o Kênia Clube também foi responsável por unir os moradores. “A maior parte dos afrodescentes vindos de Araquari e São Francisco do Sul aqui se instalaram e fundaram o Kênia. Muitos foram amigos de infância”, conta Luiz.

Bairro Floresta: ao centro, a Praça Tiradentes – Foto: Carlos Jr/NDBairro Floresta: ao centro, a Praça Tiradentes – Foto: Carlos Jr/ND

A professora e historiadora Ilanil Coelho enfatiza que a criação do Kênia, na década de 1960, e a união entre os moradores negros do bairro foi motivada também pelo fato de pessoas pretas não poderem frequentar alguns bailes da região, criando então um lugar onde pudessem se encontrar e se sentir acolhidos.

Assim como a união dos moradores do bairro surgiu em torno das sociedades, outras alianças se construíram em torno da fé. A primeira igreja católica do bairro foi construída em meados de 1970, em mutirões realizados pelos próprios moradores. A mãe de Luiz, recorda ele, participou da comunidade religiosa até ficar idosa.

Na época, funcionou em uma sala anexa à Paróquia Cristo Ressuscitado o primeiro laboratório popular da cidade, de forma voluntária. O trabalho popular baseado na fé teve grande importância para o fortalecimento do bairro, da igreja idealizada pelo padre Luiz Facchini até o surgimento das cozinhas comunitárias por todo o município.

Figura marcante no bairro, Luiz ainda lembra da primeira vez que viu o padre Facchini. “Era um padre diferente. Vi ele dançar em um aniversário. Fez uma igreja simples, que depois foi reformada por outro padre”, diz Luiz com admiração ao religioso.

Inclusive, Ilanil afirma que as igrejas tiveram papel importante, assim como as redes de apoio, no acolhimento de novos moradores nos bairros que se constituíam e cresciam nas décadas de 1960, 1970, 1980 e 1990 na cidade.

No Itinga, extremo Sul da cidade, famílias conquistam direitos pela luta popular

Natural de Taió, a família de Jandi Luiz Corrente chegou à zona Sul de Joinville no fim da década de 1959 e fez moradia no bairro Itinga, marcado por pastos e plantações de agricultura familiar.

Letícia e o pai, Jandi, moradores do bairro Itinga – Vídeo: Carlos Jr/ND

Na época, lembra Jandi, muitos terrenos eram destinados à plantação de arroz, assim como aos engenhos de cana. “Eles plantavam mais coisas de subsistência, tinha muito engenho de farinha de cana […], onde faziam a farinha, o melado, os mousses, os doces. Tinha duas vezes na semana que levavam para a cidade, nas vendas. Não tinha mercado ainda”, conta.

Foi esse translado, entre os agricultores do Itinga e o comércio de outros bairros, que impulsionou o calçamento da principal rua do bairro, a Waldomiro José Borges, ainda nos anos de 1960. Logo, veio o asfalto, afirma Jandi.

Bairro Itinga e sua via principal, a rua Waldomiro José Borges – Foto: Carlos Jr/NDBairro Itinga e sua via principal, a rua Waldomiro José Borges – Foto: Carlos Jr/ND

O metalúrgico aposentado também conta que a maioria dos moradores se locomovia por meio da bicicleta e de carroças enquanto os carros eram raramente utilizados. Ainda que a pavimentação tenha chegado ainda nos anos de 1960, a energia elétrica demorou um pouco e só veio após mobilização popular, lembra Jandi.

“Começou a luta com iluminação pública, ônibus urbano, energia elétrica, que só veio em 1971, recente quase. Nós não tínhamos energia elétrica, nós viemos da luz de querosene, da vela”, relata.

Outra reivindicação do bairro foi a circulação do transporte público. No início, o ônibus passava somente no bairro Floresta, próximo ao Vera Cruz. Depois, chegou até o conhecido km 4, em seguida, à rotatória do Boehmerwald, até que finalmente chegou ao Itinga.

Muitos direitos básicos, como saúde e educação, demoraram a chegar ao bairro, conta Jandi. Isso porque até 1995 as localidades do Itinga e do Boehmerwald se confundiam em uma região muito extensa, que ia até ao Paranaguamirim. Assim, os serviços eram divididos: enquanto o Itinga recebeu o posto de saúde, o Boehmerwald ficou com o CEI (Centro de Educação Infantil).

Cria do Itinga, como ela mesmo diz, a filha de Jandi, Letícia Helena, foi matriculada na creche aberta com auxílio da Associação de Moradores e Amigos do Bairro Itinga, a Amorabi. Hoje, a historiadora é também presidente da entidade. “Ela era pequeninha aqui da creche”, recorda o pai.

Construção da Amorabi, prédio onde também fica o CEI – Foto: Carlos Jr/NDConstrução da Amorabi, prédio onde também fica o CEI – Foto: Carlos Jr/ND

Como o CEI foi levado para a região onde hoje é o Boehmerwald, parte do Itinga ficou desassistido na educação infantil. “Tinha demanda das famílias, as mães não tinham onde deixar a criança para trabalhar”, conta Letícia.

Diante da situação, a moradora Juliana de Carvalho Vieira resolveu doar uma casa que tinha no bairro para que a Amorabi, criada em 1981, gerisse um CEI, inaugurado em 1992. Portanto, o primeiro CEI do bairro Itinga surgiu após doação e união comunitária, destacam pai e filha. Atualmente, a unidade escolar fica no mesmo prédio da Amorabi, na rua dos Esportistas. Desde 2012, o CEI, que leva o nome de Juliana, é administrado pela prefeitura.

Assim como o CEI, a única escola localizada no bairro Itinga, que hoje leva o nome de Escola Municipal Professora Lacy Luíza da Cruz Flores, veio após a doação de um terreno. Jandi conta que foram os próprios moradores quem prepararam o solo para a construção da escola e da igreja, que também foi construída após doação de uma propriedade.

Bairro de luta, como define a família, muitos moradores imigrantes chegaram no Itinga para construir uma nova vida em Joinville e ajudaram os que aqui já estavam a conquistar direitos para a região.

“Eu diria que em Joinville, a metade [dos moradores] é paranaense. E que bom, gente boa que veio para nossa comunidade. Os terrenos eram mais baratos para cá, então veio muita gente do Paraná. Pessoas muito ligadas à comunidade, igreja, então veio ajudar muito a desenvolver o bairro”, comenta Jandi.

Da luta em comunidade, o bairro teve suas conquistas. O CEI é apenas um dos exemplos, assim como a linha de ônibus que atende a região passando pela rua Waldemiro José Borges. Para Letícia, esta é a história do Itinga, uma história de luta.

“A própria prefeitura, quem estava na época, não conseguia atender as demandas básicas, ou é um ou outro [CEI ou saúde], e a comunidade que se organize. O começo da história do bairro é: se não vem, nós nos organizamos para ter acesso e fazer acontecer.”

Adhemar Garcia

O bairro Adhemar Garcia já carregou outros nomes, como Caieira, Caieira de Cima, Caieira de Baixo e Terras do Stock. Este último, significa o lugar de onde era retirado o barro para a produção de tijolos e telhas, como explica o documento Joinville Bairro a Bairro.

O nome Caieira perdurou por um tempo por ser um dos locais onde fabricava-se cal, material retirado dos cascalhos de sambaquis. Estes espaços entraram em decadência a partir dos anos de 1930.
A partir disso, o nome do bairro passou por muitas mudanças até 1980, quando foi iniciado o conjunto habitacional horizontal de Santa Catarina, de nome Adhemar Garcia, que emprestou também seu nome ao bairro.

Boehmerwald

Apesar de grande parte do bairro fazer divisa com o Itinga, o Boehmerwald foi desmembrado do bairro Itaum. O bairro, por muito tempo, também foi confundido com a localidade do Escolhinha, uma região que faz parte do Boehmerwald.

Esta, por sua vez, foi nomeada desta forma por conta da notória escolinha que foi construída, sendo a primeira no bairro, e que existe até hoje, agora, sob o nome de Escola Municipal Centenário. Isso porque o prédio foi construído no centenário de Joinville, em 1951. Posteriormente, o imóvel foi incorporado à Escola Municipal Orestes Guimarães.

Fátima

Assim como outras regiões da cidade, o bairro Fátima foi marcado pela produção agrícola de subsistência. Com a “sobra” da produção, os agricultores costumavam vender produtos aos comércios de bairros vizinhos, principalmente o Itaum, já que não existiam vendas no bairro.

O bairro passou a ser atendido com rede elétrica e de água a partir da década de 1960. Com acesso limitado devido às estradas na região, o transporte coletivo foi implantado no bairro somente a partir de 1980.

Além da denominação Fátima, o bairro também foi chamado de “Bupeva”, nome que perdurou até a década de 1950.

Guanabara

Durante muitos anos o bairro Guanabara se confundiu com o Itaum. Isso ocorria por conta da ausência de limites definidos entre os bairros. Assim como outros bairros da cidade, o Guanabara, também próximo da região Leste com a Tupy, recebeu um boom migratório a partir de 1960.

Para dar acesso aos moradores em meio a um crescimento não planejado, a população foi abrindo ruas e caminhos com as próprias mãos. Na época, o bairro não era atendido com escolas e nem comércios e os moradores precisavam se deslocar com frequência para acessar direitos básicos. Marcado por trechos de mangue, os moradores também tinham dificuldades de trabalhar com atividades de agricultura e fábricas passaram a se instalar na região.

Sobre seu nome de origem, há inúmeras histórias, entre elas, a de que seria derivado do time de futebol, o Guanabara Futebol Clube. Alguns moradores relatam que a nomenclatura foi escolhida devido a rua Guanabara. Conforme o documento Joinville Bairro a Bairro, o mais provável é que o time tenha vindo primeiro, depois a rua e, por fim, o bairro.

Mas, a origem da palavra “Guanabara” vem de “Gua“, que significa enseada ou bacia, ”ana“, semelhante e “bará“ ou “pará“, que seria mar. Portanto, Guanabara seria “enseada semelhante ao mar”.

Itaum

A história do Itaum se confunde com a de outros bairros da zona Sul, já que muitos deles foram desmembrados do Itaum, como o Boehmerwald e o Petrópolis, por exemplo. Durante um longo período, porém, o bairro foi chamado de Bupeva.

Acredita-se que a nomenclatura do bairro tenha origem no rio de mesmo nome, afluente do rio Cachoeira. Itaum vem da junção de “Itá-una”, que significa pedra preta ou ferro. Isso porque o bairro ficou marcado pela passagem da linha férrea.

Jarivatuba

Também conhecido como Bupeva, o Jarivatuba já se chamou Itaum. Foi somente em 1977 que recebeu a atual denominação. O nome tem origem em uma planta nativa de nome Jarivá, conhecida também como palmeira, já o “tuba” significaria abundância.

Os moradores da região dedicavam seu trabalho às atividades agrícolas de subsistência, plantando principalmente batata, arroz, aipim, mandioca, milho, feijão e banana, além da produção de cana-de açúcar e da ccriação de animais.

Mais tarde, o comércio e a indústria também foram implantados na região. Já as carroças e cavalos deram lugar aos carros e ônibus. Segundo o Joinville Bairro a Bairro, o Jarivatuba foi marcado pelas atividades de lazer da população, que investia no futebol, festas e bailes, onde dançavam principalmente valsa e fandango.

João Costa

Também fazendo divisa com o Itaum, a região já foi chamada de Itaum-Costa. Posteriormente, o bairro ganhou seu nome em homenagem a uma família importante para a região. Os Costas doaram terras que foram usadas para o crescimento do bairro e hoje são endereço de cemitério, igreja, escolas, entre outros serviços.

O desenvolvimento do bairro chegou principalmente a partir da pavimentação de ruas que davam acesso à região, o que também possibilitou a chegada de mais linhas de ônibus, por exemplo.

Paranaguamirim

Enquanto parte da história dos bairros da zona Sul envolve o Itaum, a do Paranaguamirim envolve o Jarivatuba. Inclusive, os moradores têm dúvidas sobre os limites entre um bairro e outro.

Atualmente, o Paranaguamirim é considerado o segundo maior bairro da cidade, com estimativa de 32.534 moradores, segundo o IBGE. Apesar do crescimento populacional, até a década de 1970, os moradores não contavam com rede de água tratada, apenas poços, enquanto a energia elétrica foi implantada de forma gradativa.

Enquanto isso, os moradores viviam principalmente da pesca de peixes, camarão e siri. Inclusive, na linguagem tupi guarani, Paranaguá-mirim, significa boca de rio pequeno ou enseada do mar.

Parque Guarani

O Parque Guarani é resultado do desmembramento de outros dois bairros: Itinga e João Costa, tendo sido criado em 2004. Seu nome foi dado após a instalação do loteamento popular Parque Guarani.

Petrópolis

O bairro Petrópolis já fez parte do Itaum e começou a ganhar destaque a partir da chegada do conjunto habitacional popular Monsenhor Scarzello, em 1987. Poucos anos depois, mais precisamente em 1995, foi criado o bairro Petrópolis.

Sua nomenclatura foi escolhida devido à rua de mesmo nome, sendo sua principal via, que dá acesso ao Centro. Esta, por sua vez, foi assim nomeada em homenagem ao município do Rio de Janeiro e significaria “cidade de Pedro”.

Profipo

Durante anos, o Profipo fez parte do bairro Santa Catarina, sendo posteriormente desmembrado. O bairro originou-se no projeto de financiamento de terrenos populares, criados em 1975 no bairro Santa Catarina. O nome Profipo vem da sigla deste loteamento popular. Apesar do conjunto habitacional ter surgido em 1975, o bairro, porém, foi criado somente em 2006.

Santa Catarina

O bairro carrega esse nome por conta da Estrada Santa Catarina, que durante muito tempo foi a única via de acesso entre Joinville e Florianópolis, na época denominada ainda como Ilha de Santa Catarina.

Chamada também de “Katharinenstrasse”, a Estrada Santa Catarina existe desde 1860. A via é a mesma que a atual avenida Getúlio Vargas e rua Santa Catarina. É a estação ferroviária de Joinville que delimita onde termina uma e começa a outra.

Apesar do nome fixado em Santa Catarina, isso não impediu que o bairro fosse conhecido por outros nomes, como Santa Terezinha e João Gomes de Oliveira. Foi apenas em 1990 que o bairro ganhou sua delimitação e, finalmente, seu nome oficial.

Ulysses Guimarães

Também resultado do desmembramento de outros bairros, o Ulysses Guimarães já pertenceu parcialmente ao Jarivatuba e Adhemar Garcia. Originalmente, recebeu o nome de Rio Velho, por conta do rio que passa na região. Posteriormente, porém, via plebiscito, a comunidade escolheu e definiu qual seria o nome do bairro, batizado de Ulysses Guimarães.

O bairro foi criado em 2005 com um nome em homenagem ao ex-deputado, que também nomeava o conjunto habitacional já existente na localidade.

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