A Diocese de Joinville, no Norte catarinense, recebeu uma relíquia que pertencia a São Francisco Xavier, padroeiro da Catedral e da diocese. O objeto foi enviado pelo Vaticano por meio do padre Jesuíta, Ednardo Serafim. Esta relíquia é um pequeno fragmento do barrete que o missionário utilizava quando seu corpo foi exumado, em 1956.
A relíquia de São Francisco Xavier – Foto: Diocese de Joinville/DivulgaçãoO objetivo foi recebido em 8 de agosto pela Diocese de Joinville e, com ele, veio um certificado de autenticidade, comprovando a origem do fragmento do barrete, uma espécie de “chapéu” que era muito usada antigamente por padres jesuítas.
Este “chapéu” possui um formato quadrangular e quase sempre traz um pompom no topo. Tem como significado indicar a autoridade do clérigo em determinadas situações e celebrações.
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Pintura de São Francisco Xavier utilizando um barrete, espécie de “chapéu” – Foto: Diocese de Joinville/DivulgaçãoA vinda da relíquia para Joinville
Para que a relíquia chegasse à cidade do Norte catarinense, foi realizado um pedido ao padre Pascual Cebollada, postulador da Companhia de Jesus junto ao Dicastério para as Causas dos Santos, no Vaticano, e ele pediu para que a relíquia fosse entregue em mãos na Diocese de Joinville.
Conforme as palavras do padre Ednardo, esse é um símbolo do dinamismo missionário de São Francisco Xavier que agora faz parte da diocese. “A relíquia possui esse significado: é um sinal que nos aproximam daquela pessoa que a usou, e nesse caso, nos aproximo de São Francisco Xavier, que utilizou o barrete do qual foi retirado este fragmento, e que o levava consigo com um grande ardor missionário”, diz.
(À esq.) Padre Gélio, Coordenador Diocesano de Pastoral, padre Ednardo, da Companhia de Jesus, padre Adenir Ronchi, Vigário Geral e pároco da Catedral, padre Ivan Lopes, Chanceler (à dir.) – Foto: Diocese de Joinville/Divulgação
Certificado de autenticidade – Foto: Diocese de Joinville/DivulgaçãoO que são as relíquias católicas?
É um objeto que é preservado para fins de veneração religiosa, sendo uma peça associada a uma história ou a um santo ou santa.
As relíquias podem ser partes do corpo, como ossos, cabelos ou unhas, ou objetos pessoais, como roupas, cajados ou livros. As relíquias são classificadas em três categorias pela Igreja Católica, sendo elas:
Relíquias de primeiro grau: são partes do corpo de um santo, como ossos, cabelos ou unhas. Essas relíquias são consideradas as mais sagradas e valiosas, pois representam a pessoa do santo em sua integridade física e espiritual.
Relíquias de segundo grau: são objetos pessoais de um santo, como roupas, cajados, livros ou instrumentos de martírio. Essas relíquias são consideradas como testemunhas da vida e da santidade do santo e como meios pelos quais ele ou ela exerceu sua missão e carisma. A relíquia de São Francisco Xavier que a Diocese de Joinville recebeu é uma relíquia de segundo grau, pois é um fragmento do barrete que ele utilizava.
Relíquias de terceiro grau: são objetos que tocaram uma relíquia de primeiro ou segundo grau, ou que foram abençoados por um santo. Essas relíquias são consideradas como sinais de devoção e respeito, mas são uma forma de pedir graças e favores pela intercessão dos santos.