De um lado, a acusação. De outro, a defesa: um julgamento pode se estender por horas com cada parte sendo ouvida e defendendo seus argumentos. Tudo isso pode parecer tedioso para algumas pessoas, mas não para um morador de Joinville, no Norte de Santa Catarina.
João é um assíduo frequentador das sessões do Tribunal do Júri – Foto: TJ/DivulgaçãoJoão Silva de Oliveira Neto é engenheiro aposentado em bacharel em Direito e já participou de diversas sessões do Tribunal do Júri na cidade. Pelas contas dele, já são quase cem participações no conselho de sentença desde o primeiro chamado, em 1994.
“Sou da área do direito, então gosto muito de estar presente, entendo como uma reciclagem, sempre aprendo. Porém, considero também uma questão de cidadania, uma forma de contribuir com a Justiça, pois não é fácil ter pessoas integrando o júri por livre e espontânea vontade”, conta.
SeguirApós o período de restrições impostas pela pandemia do coronavírus, as sessões do Tribunal do Júri voltaram a ser liberadas para o público e o assíduo frequentador já atualizou o cadastro como jurado voluntário.
E enquanto não é convocado, não pense que ele fica de fora: vai ao Fórum mesmo assim, ainda que para assistir às sessões como espectador.