Mais de um ano de trabalho e o resultado estampado no rosto de Luiza, de apenas quatro anos. O projeto “Somos todos gigantes” foi desenvolvido por Bianca Oliveira do Prado, conselheira do Instituto Nacional do Nanismo, e mãe de Luiza.
Projeto “Somos todos gigantes”, do Instituto Nacional do Nanismo, abre portas para inclusão das crianças – Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação“Eu me emociono sempre que falo dela, não é um choro de tristeza, é de felicidade, de amor, do que ela tem nos ensinado e a todos que convivem conosco. É uma lição de vida diariamente”, fala.
Ela descobriu que a filha teria nanismo no oitavo mês de gestação e o nascimento de Luiza transformou a vida do casal e de Bianca. Desde o nascimento, a busca incessante por atividades de inclusão e estimulação a fizeram conhecer o Instituto Nacional do Nanismo.
SeguirA ideia da boneca surgiu de um congresso. O Instituto, conta a mãe, tem diversos produtos, mas ela queria incluir as crianças e daí surgiu a ideia das bonecas. “A ideia da boneca veio no último congresso e sempre quis trazer algo para as crianças, não tínhamos uma marca do instituto para as crianças. A Luiza sempre foi minha boneca viva e eu queria fazer algo para ela”, lembra.
Dinheiro arrecadado é revertido ao Instituto Nacional do Nanismo – Foto: Gladionor Ramos/NDTVA artesã Caroline Oliari comprou a ideia e passou um ano desenvolvendo o protótipo que surpreendeu Bianca. Entre as quatro opções, uma tinha todas as características de Luiza, que não desgruda da boneca.
“A Carol comprou esse projeto comigo e começamos a trabalhar em cima da boneca e como ela fica separada de mim, fica com a minha sogra na praia a semana toda, a boneca veio como consolo”, fala.
Luiza não desgruda da boneca, criada para ela e a mãe, se emociona com o desenvolvimento e a inclusão a partir de uma ação simples. É o amor de mãe transformando vidas.
As bonecas podem ser encomendadas, personalizadas e o dinheiro é revertido ao Instituto Nacional do Nanismo.