Há duas semanas, 215 militares do 62º Batalhão de Infantaria saíam de Joinville para atuar no Rio Grande do Sul. Cidades gaúchas viviam – e ainda vivem – em estado de calamidade pública após uma enchente que afetou 473 municípios, de um total de 497.
Militares ajudam na distribuição de água potável aos gaúchos – Foto: Divulgação/NDDesde então, o grupo já realizou resgates; trabalham no recebimento, triagem e distribuição de itens de assistência humanitária, como alimentos, roupas, materiais de higiene e água que chegam por doações; limpam unidades de saúde, igrejas e escolas, e, também, ajudam na limpeza das ruas.
Nos últimos dias, com a água baixando, principalmente em cidades como Canoas e São Leopoldo, lixos, móveis apodrecidos, árvores e tantos outros entulhos começaram a aparecer. Assim, os militares tem contribuído para restabelecer as condições normais das vias.
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Em entrevista ao programa Giro ND, da Rádio NDFM Joinville, nesta sexta-feira (31), o tenente-coronel André Luis do Nascimento Cabral reiterou que a missão do 62º Batalhão de Infantaria não é realizada de forma autônoma e sim apoiando a Defesa Civil do RS.
“Nós conseguímos cumprir essa meta de auxiliar a população. Estamos atuando no Sul de Canoas, próximos ao Guaíba. Nos deparamos com pessoas que perderam tudo em casa. E nos preparamos para atender qualquer demanda que eles pudessem nos solicitar. Isso tem sido gratificante”, conta.
215 militares atuam na missão e contribuem nas demandas da Defesa Civil do RS – Foto: Divulgação/NDAinda, conforme Cabral, não há uma data de retorno definida, visto que os militares ainda tem trabalho pela frente.
“Ainda tem um longo caminho a percorrer. E não temos prazo para sair.”