Mais de 200 militares de Joinville reforçam ajuda ao RS: ‘enquanto houver demanda, vamos atuar’

Militares do 62º Batalhão de Infantaria partiram do Norte de SC em 17 de maio; no RS, o grupo tem atuado em funções que vão desde resgaste de pessoas até limpeza de unidades de saúde

Leandra Cruber Joinville

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Há duas semanas, 215 militares do 62º Batalhão de Infantaria saíam de Joinville para atuar no Rio Grande do Sul. Cidades gaúchas viviam – e ainda vivem – em estado de calamidade pública após uma enchente que afetou 473 municípios, de um total de 497.

militares no rsMilitares ajudam na distribuição de água potável aos gaúchos – Foto: Divulgação/ND

Desde então, o grupo já realizou resgates; trabalham no recebimento, triagem e distribuição de itens de assistência humanitária, como alimentos, roupas, materiais de higiene e água que chegam por doações; limpam unidades de saúde, igrejas e escolas, e, também, ajudam na limpeza das ruas.

Nos últimos dias, com a água baixando, principalmente em cidades como Canoas e São  Leopoldo, lixos, móveis apodrecidos, árvores e tantos outros entulhos começaram a aparecer. Assim, os militares tem contribuído para restabelecer as condições normais das vias.

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Militares apoiam a Defesa Civil do RS

Em entrevista ao programa Giro ND, da Rádio NDFM Joinville, nesta sexta-feira (31), o tenente-coronel André Luis do Nascimento Cabral reiterou que a missão do 62º Batalhão de Infantaria não é realizada de forma autônoma e sim apoiando a Defesa Civil do RS.

“Nós conseguímos cumprir essa meta de auxiliar a população. Estamos atuando no Sul de Canoas, próximos ao Guaíba. Nos deparamos com pessoas que perderam tudo em casa. E nos preparamos para atender qualquer demanda que eles pudessem nos solicitar. Isso tem sido gratificante”, conta.

215 militares atuam na missão e contribuem nas demandas da Defesa Civil do RS – Foto: Divulgação/ND215 militares atuam na missão e contribuem nas demandas da Defesa Civil do RS – Foto: Divulgação/ND

Ainda, conforme Cabral, não há uma data de retorno definida, visto que os militares ainda tem trabalho pela frente.

“Ainda tem um longo caminho a percorrer. E não temos prazo para sair.”