Moeda social chega à comunidade Frei Damião, em Palhoça

Iniciativa vai beneficiar 344 famílias em situação de vulnerabilidade e movimentar a economia local

Receba as principais notícias no WhatsApp

Considerada uma das regiões mais vulneráveis do Estado, a comunidade Frei Damião, em Palhoça, vai ter um banco comunitário, iniciativa que vai dar apoio financeiro a 344 famílias, que receberão R$ 600,00 em  moedas sociais, divididos em três parcelas de R$ 200,00.

Comunidade Frei Damião tem cerca de 4,6 mil moradores, que vivem principalmente do trabalho informal- Foto: Divulgação/NDComunidade Frei Damião tem cerca de 4,6 mil moradores, que vivem principalmente do trabalho informal- Foto: Divulgação/ND

É uma parceria entre o Icom (Instituto Comunitário Grande Florianópolis) e o IVG (Instituto Vilson Groh), em parceria com o Ministério Público do Trabalho em Santa Catarina e o UNOPS, agência da ONU especializada em gestão de projetos.

Como funciona? Comércios e empreendedores da comunidade são cadastrados para receber os pagamentos em moedas sociais digitais por produtos de alimentação, itens de higiene e de limpeza.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

Segundo a associação de moradores, mais de 4,6 mil famílias moram no local. São pessoas que vivem principalmente do trabalho informal, o mais impactado desde o início da pandemia da Covid-19. Muitas dessas famílias são chefiadas por mulheres e compostas por idosos e por crianças.

O Banco Comunitário Icom, que faz parte da Rede Brasileira de Bancos Comunitários e utiliza a tecnologia e-Dinheiro, é uma das estratégias criadas dentro da linha de apoio emergencial coronavírus, lançada em março de 2020 para apoiar pessoas em vulnerabilidade social.

A moeda social  é virtual e depositada na conta de cada família cadastrada, que pode ser acessada por meio de um aplicativo específico, que permite, por exemplo, a consulta ao saldo. Outra opção é a compra de produtos com o CPF, sem necessidade do uso do celular.