‘Momento de reconstrução’: prefeito fala sobre a situação de Taió após enchente histórica

Cidade decretou estado de calamidade pública devido às cheias que atingiram a região; diversas famílias ainda seguem acolhidas em abrigos

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Redação ND Blumenau

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A cidade de Taió se recupera de uma enchente histórica pela qual passou na última semana. Diversas casas do município ficaram embaixo d’água e muitas famílias ainda estão desabrigadas.

Prefeito fala sobre situação de Taió após enchente ‘Momento de reconstrução’: prefeito fala sobre a situação de Taió após enchente histórica – Foto: Moisés Stuker/NDTV

O pior momento enfrentado foi durante a madrugada do dia 9 de outubro, quando o rio da cidade chegou ao marco histórico de 12,40 metros. Mais de 50 pessoas ficaram ilhadas, sendo socorridas pelas equipes dos bombeiros.

A chuva deu uma breve trégua e o volume de água começou a descer, com isso, a limpeza de lojas, residências e escolas atingidas pelas cheias iniciou.

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    FRAME - Comerciantes de Taió buscam reconstrução após enchente - lojas-taio-enchente (5)
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    Comerciantes de Taió buscam reconstrução após grande cheia; ‘juntar o que tem pra juntar’ - Moisés Stuker/NDTV
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    Comerciantes de Taió buscam reconstrução após grande cheia; ‘juntar o que tem pra juntar’ - Moisés Stuker/NDTV
    Comerciantes de Taió buscam reconstrução após grande cheia; ‘juntar o que tem pra juntar’ - Moisés Stuker/NDTV

“Nós estamos em um momento de reconstrução, tirando o entulho para fora das lojas e residências. Limpando as escolas que foram duramente atingidas, uma teve a água batendo no forro, que está todo entortando”, disse o prefeito de Taió, Horst Alexandre Purnhagen.

Escolas seguem sem aula

A Prefeitura Municipal comunicou que o município está trabalhando junto ao Exército e a Marinha para retirar com agilidades os entulhos dos locais atingidos.

Professores e alguns alunos se mobilizaram para ajudar a lavar e recuperar a estrutura atingida pelas enchentes.

“Esperamos retornar nos próximos dias. Temos muitas comunidades do interior ainda isoladas, só temos acesso por helicóptero pra levar a medicação e alimentação”, ressaltou Horst.

Todas as escolas do município estão sem aulas, assim como o transporte não está operando devido às condições das estradas. Ainda conforme a prefeitura, três CEIs (Centros de Educação Infantil) voltaram a atender gradativamente.

“Nós temos algumas unidades de saúde já funcionando, outras não. As quatro escolas que temos aqui no centro da cidade foram inundadas completamente. Vamos tentar voltar na segunda-feira que vem, até porque temos algumas comunidades no interior que nós ainda não temos acesso via terrestre para buscar aluno, vai demorar alguns dias para reestabelecer o transporte escolar”, explicou o prefeito.

Taió decreta estado de calamidade pública

O relatório da Defesa Civil de Santa Catarina, atualizado na manhã desta terça-feira (17), aponta que além de Rio do Sul, o município de Taió, também no Alto Vale, decretou estado de calamidade pública.

Atualmente, cerca de 140 pessoas se encontram acolhidas em um abrigo e 1.300 famílias ainda estão desalojadas.

O município de Taió, desde que foi fortemente afetado pelas fortes chuvas, recebeu atenção do Governo de Santa Catarina e doações de roupa, alimentos e produtos de higiene pessoal.

O prefeito Horst Alexandre Purnhagen ainda agradeceu as doações feitas em dinheiro via Pix da Prefeitura Municipal.

“Com certeza esse recurso vamos aplicar para os atingidos. É um momento de reconstrução e vai levar tempo, porque Taió foi duramente atingido, é a maior enchente da história do município, com 12,40 metros, sendo que em 1983 (pior enchente até então) foram 11,85 metros”.

Comportas da Barragem Oeste

A sétima comporta da Barragem Oeste, em Taió, foi fechada na tarde de segunda-feira (16), devido às tempestades com chuvas intensas previstas para a região.

Em entrevista para a NDTV, Horst Alexandre comentou que o município sofreu uma pressão para abrir uma das comportas novamente, sendo realizada uma conversa com a Defesa Civil e prefeitos de outros municípios do Alto Vale, na segunda-feira.

A abertura ainda é estudada, já que algumas cidades ainda se encontram embaixo d’água e podem ser afetadas com a ação.

Na última leitura da Defesa Civil, às 16h desta terça-feira (17), as sete comportas seguem fechadas e com 110,71% de ocupação, enquanto o rio teve um aumento e está em 8,99 metros.

O processo de reconstrução da cidade segue a passos curtos e o prefeito pede para as pessoas lavarem seus estabelecimentos, mas não retornar de imediato.

“Vamos deixar tudo limpo porque depois que seca o banhado, fica mais difícil a remoção. Temos uma cota de inundação prevista em 11 metros e uma cota de emergência para 12. Pode acontecer uma elevação no rio novamente e a gente espera que esses volumes de chuvas previstos não ocorram de fato”, salientou.

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