‘Morar, trabalhar e viajar’: casal de SC vende casa e realiza sonho de viver a bordo de veleiro

Eduardo da Silva e Marina Louise Bittencourt largaram rotina profissional "tradicional" e hoje trabalham na embarcação

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Redação ND Blumenau

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O casal de Blumenau, no Vale do Itajaí, Eduardo da Silva e Marina Louise Bittencourt, resolveu largar a rotina de trabalho “tradicional” para realizar o sonho de morar, trabalhar e viajar a bordo de um veleiro. “A decisão de morar a bordo veio quando descobrimos que podíamos trabalhar com pessoas de férias ou em momento de lazer e ao mesmo tempo termos flexibilidade de mudar de localização quando fosse pertinente”, contou o casal.

Casal de SC vende casa e realiza sonho de viver a bordo de veleiro – Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução/NDCasal de SC vende casa e realiza sonho de viver a bordo de veleiro – Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução/ND

Hoje, a principal fonte de renda do casal consiste nas aulas de vela, passeios de veleiro, os trabalhos de fotografia da Marina e uma empresa de painéis elétricos. “Eduardo se divide entre as aulas de vela e a empresa que fundamos, dentro do barco. Eu me divido entre o trabalho de fotógrafa e a empresa”, disse Marina.

Eduardo e Marina compraram o veleiro em 2020 – Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução/NDEduardo e Marina compraram o veleiro em 2020 – Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução/ND

Atualmente ele vivem atracados no píer da ANI (Associação Náutica de Itajaí), onde desenvolvem diversos projetos com a comunidade. Um deles, o barco escola. “É um projeto que dá oportunidade pra população conhecer e velejar com os barcos que ficam atracados no píer, incluindo o nosso. É muito legal pois as pessoas têm uma oportunidade conhecer esse mundo náutico, que talvez não teriam se não fosse pelo projeto, que é totalmente gratuito”.

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“Uma vida diferente”

O início dessa história começou quando o casal resolveu vender a casa em que viviam em Blumenau, em 2017, e comprar uma residência em Navegantes, no ano de 2018. “A  ideia de vender a casa veio quando eu engravidei. Eu queria que meu filho tivesse uma vida diferente. Nossa casa era bem velhinha, com cupim e estávamos afundados em trabalho para conseguir pagar. Percebemos que aquela vida já não fazia mais sentido pra gente e com o Kadu a caminho, precisávamos mudar. Passamos dois anos em Navegantes e aí conhecemos o mundo da vela. A gente brinca que o bichinho nos picou”, relembrou Marina.

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    Kadu, filho do casal, tinha apenas dois meses quando se mudaram para o seu primeiro veleiro - Arquivo Pessoal/Reprodução/ND
    Kadu, filho do casal, tinha apenas dois meses quando se mudaram para o seu primeiro veleiro - Arquivo Pessoal/Reprodução/ND
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    Dar uma vida diferente ao filho motivou a guinada de vida do casal - Arquivo Pessoal/Reprodução/ND
    Dar uma vida diferente ao filho motivou a guinada de vida do casal - Arquivo Pessoal/Reprodução/ND

Em 2018, o jovem casal comprou o seu primeiro veleiro. Entretanto, um empecilho quase acabou com os planos: os empréstimos do barco, da casa e do carro.

“Nossa vida era pra pagar contas. Então decidimos vender tudo, quitar as dívidas e com o dinheiro que sobrou comprar um veleiro. Porém, só tínhamos dinheiro para comprar um de 26 pés, mas era um tamanho muito pequeno pra um casal com filho. Foi então que achamos o anúncio do Beduino a venda no Rio de Janeiro. O valor estava abaixo da média, mas ainda não tínhamos dinheiro pra comprá-lo. Fizemos uma oferta e eles aceitaram, mas o Eduardo precisava ir buscá-lo naquela semana. Só tinha um problema: eu estava grávida de 37 semanas e o Kadu poderia nascer a qualquer momento. Mesmo assim achamos que valia a pena arriscar”, explicou.

Marina conta que Eduardo foi para o Rio de Janeiro, comprou o barco e chegou a tempo para ver o filho nascer. “Ele ficou uma semana arrumando o veleiro e demorou mais duas semanas pra chegar em Itajaí. E o Kadu esperou, nasceu uma semana depois dele chegar”.

Família vive a bordo do Veleiro Beduino – Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução/NDFamília vive a bordo do Veleiro Beduino – Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução/ND

Em maio de 2020 a família se mudou para o Veleiro Beduino e desde então compartilham seus momentos. “Resolvemos gravar vídeos e postar no nosso canal do YouTube ‘Siga o vento’, como forma de eternizar aqueles momentos mágicos que vivemos”, conclui Marina.

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