Morre Adriana Dias, pesquisadora que indicou presença de grupos neonazistas em SC

Cientista enfrentava um câncer no cérebro e morreu neste domingo (29)

Redação ND Florianópolis

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Considerada uma das referências em pesquisa sobre o neonazismo no Brasil, a cientista Adriana Dias morreu neste domingo (29), aos 52 anos. Estudo realizado pela antropóloga pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) em 2018, indicou que Santa Catarina é o segundo Estado do país com mais grupos neonazistas, sendo 69 células ativas.

Adriana Dias morreu no domingo (29) – Foto: Agência Senado/Reprodução/NDAdriana Dias morreu no domingo (29) – Foto: Agência Senado/Reprodução/ND

Adriana lutava contra um câncer no cérebro e havia passado por uma cirurgia. Ela colaborou com a equipe de transição do governo Lula, instaurada no fim do ano passado, na área de direitos humanos.

Silvio Almeida, ministro dos Direitos Humanos e Cidadania, emitiu na tarde deste domingo uma nota de pesar. Ele afirmou que Adriana Dias foi uma figura importante na composição da nova gestão. Dias era cientista, pesquisadora e doutora em Antropologia Social pela Unicamp.

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“Adriana foi uma mulher com deficiência de referência para nós e nos estudos sobre neonazismo. Aguerrida ativista pelos direitos humanos, colaborou na efetiva denúncia de ações nazistas no Brasil. Feminista por ideologia, Adriana integrou a Frente Nacional de Mulheres com Deficiência. Foi também coordenadora da Associação Vida e Justiça de Apoio às Vítimas da Covid-19”, diz a nota.

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