Mulher acha rato inteiro em molho de tomate ao preparar lasanha em SC

Caso ocorreu em São Domingos, no Oeste do Estado. A empresa garante a qualidade da fabricação do produto e acredita ser impossível algo semelhante.

Foto de Caroline Figueiredo

Caroline Figueiredo Chapecó

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Enquanto preparava a lasanha para seu marido levar ao trabalho a agricultora Inês Meotti, de 52 anos, foi pega de surpresa. Ao abrir o pacote do molho de tomate, segundo ela, se deparou com um rato inteiro.  O caso inusitado ocorreu na cidade de São Domingos, no Oeste de Santa Catarina.

Mulher encontrou o rato quando fazia o molho para uma lasanha.Mulher encontrou o rato quando fazia o molho para uma lasanha.

Inês relatou que comprou esse e outros pacotes do molho há cerca de 20 dias e já havia utilizado os demais, todos sem problema. “Esse foi o último pacote. Estava fazendo uma lasanha e quando fui finalizar com o molho de tomate levei um susto”.

A agricultora disse que cortou o pacote com a tesoura e quando foi despejar na panela o rato caiu inteiro. “Na hora eu pensei: o que é isso? Quando vi era um rato inteiro, com rabo e tudo. Me apavorei na hora porque o pacote estava lacrado”.

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O produto foi comprado no mercado que a família realiza as compras e, de acordo com Inês, o prazo de validade era até 2022.

“Na hora não quis mais nem pegar o pacote, larguei a embalagem. Nem cheguei a cheirar, me apavorei. Senti tanto nojo que joguei tudo fora. Depois finalizei a lasanha sem molho de tomate, mas não deu mais nem vontade de comer. Deveria ter guardado para mostrar”.

Conforme a agricultora, a família produz uma pequena quantidade de tomates na propriedade localizada na linha Nova Arvorezinha, interior do município, e a partir de agora pretende fazer molho de tomate apenas caseiro. “Não tenho mais coragem de comer molho industrializado. Fiquei dias pensando naquele rato nojento”.

Molho foi descartado após agricultora encontrar o rato. – Vídeo: Arquivo Pessoal/Reprodução/ND

O que diz a empresa?

Conforme a advogada da empresa fabricante do molho, Juliana Bertoni, é impossível que isso tenha acontecido e ela acredita que a informação seja falsa. “Durante o processo de produção, o tomate entra em uma tubulação e passa por dois filtros. A cânula desse filtro é entre 1 e 2 milímetros, ou seja, não tem como passar qualquer coisa maior que isso”, explicou.

Juliana esclareceu, ainda, que o produto passa pela pasteurização e atinge quase 100 graus célsius onde o corpo de um rato não permaneceria intacto. “Nos colocamos à disposição para que a consumidora não saísse lesada, mas temos como comprovar a qualidade de todo o nosso processo”.

A advogada informou que a empresa teve contato com a consumidora e solicitou o envio da amostra do molho de tomate, porém o molho foi descartado o que, segundo ela, impossibilita a comprovação de uma possível contaminação.

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