‘Caiu a ficha’: mulheres contam quando se sentiram mães pela primeira vez

No Dia das Mães, três mulheres compartilharam suas histórias de concretização da maternidade

Júlia Venâncio Florianópolis

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Apesar de a gravidez começar quando há a concepção, a maternidade é reconhecida de formas diferentes entre as mulheres: há quem se sinta mãe pela primeira vez quando o teste de gravidez mostra “positivo”, outras quando a criança dá o primeiro chute na barriga. E há, também, quem reconheça a maternidade somente após o nascimento do bebê ou até tempos depois.

Mulheres contam quando se sentiram mãeMulheres contam quando se sentiram mães pela primeira vez — Foto: Divulgação/ND

Aline Webber, de 43 anos, é dona de um perfil de Instagram que compartilha dicas de mães em Florianópolis. A relações públicas entendeu que seria mãe do pequeno Guilherme, com três anos atualmente, quando olhou para o teste positivo de gravidez que havia comprado na farmácia.

“Na hora de atravessar a rua, a gente começa a pensar assim: ‘ah, mas eu estou levando uma sementinha dentro de mim, tenho que ter um cuidado redobrado’. Acho que é muito o sentimento de que a gente não está mais sozinha e de que tem alguém dentro da gente que está crescendo. Foi a primeira vez que eu me senti mãe”, contou.

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Apesar de sempre ter desejado ser mãe, Aline engravidou aos 40 anos, em um momento de deseperanças de exercer a maternidade.

“Ainda não tinha achado um parceiro e também não queria ser mãe a todo custo, mas foi em um romance que eu engravidei. E aí tive o meu Gui. Não era um sonho, mas sou muito feliz de ter o Gui na minha vida”.

“O sonho se realizou”

Diferente de Aline, para a pedagoga Nathalia Pádua, de 37 anos, moradora de São Paulo, a gravidez sempre foi um sonho. “Eu costumava dizer desde adolescente que iria casar cedo e ter três filhos! E não é que o sonho se realizou!”.

Mãe de três meninos, Guilherme, de 15 anos, Leonardo, de 9 anos e Pedro Henrique, de 5, Nathalia se sentiu mãe quando viu o seu primeiro filho no ultrassom.

“Foi no primeiro ultrassom do meu primeiro filho quando eu ouvi o coração batendo dentro de mim. Naquele momento, eu senti que tinha me tornado mãe”.

Kelly e Guilherme, de 15 anos, Leonardo, de 9 anos e Pedro Henrique, de 5 anos. – Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação/NDKelly e Guilherme, de 15 anos, Leonardo, de 9 anos e Pedro Henrique, de 5 anos. – Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação/ND

“Nunca perdi a esperança”

Aos 37 anos, a comunicadora Kelly Gallinari sentiu que era o momento de ter filho. Entretanto, o processo não foi fácil para ela: após engravidar naturalmente em 2015 e o feto não se desenvolver, ela descobriu por exames que tinha um problema de saúde e que as suas gestações dificilmente evoluiriam.

Depois de quatro perdas gestacionais e muita luta, a comunicadora engravidou por meio da FIV (Fertilização in Vitro), em 2019, e nasceu a Catarina.

“Ela é fruto de um tratamento de FIV que, graças a Deus, deu certo. Mas ela tinha um parzinho gêmeo, que infelizmente não sobreviveu. Mas a gravidez da Catarina eu consegui levar até a 30º semana”.

Para Kelly, o sentimento da maternidade surgiu quando viu que as transferências embrionárias haviam dado certo e que ela realizaria seu sonho.

“Um momento que marcou muito e que registra essa sensação de que eu já era mãe e de que tinha uma sementinha dentro de mim, foi em uma das transferências embrionárias. A que deu certo e gerou a minha filha. Eu estava tão feliz, tão realizada, que já me senti mãe”.

Kelly passou por quatro perdas gestacionais antes de ter Catarina, de 4 anos. – Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação/NDKelly passou por quatro perdas gestacionais antes de ter Catarina, de 4 anos. – Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação/ND

Mulheres experimentam o maternar de formas diferentes

A psicóloga Perinatal e Obstétrica, Jennifer Ribeiro, explica que as mulheres experimentam o maternar de forma diferente “visto que há diferentes pensamentos, histórias de vida e necessidades”.

“Para algumas mulheres, a relação com a maternidade e com o tornar-se mãe começa ainda na vida intrauterina do bebê, para outras, desde quando o positivo chega, seja ele esperado ou não, planejado ou não”, explica.

Entretanto, segundo a psicóloga, é esperado que a mulher esteja consciente e entenda que ser mãe fará parte do seu projeto de vida para poder se apropriar desse lugar e assim desempenhá-lo tranquilamente e da melhor forma.

“Cada mãe e cada maternar são únicos, pois ser mãe é apreendido, assim como o amor materno é construído, dia após dia”, finaliza.

Mãe Raiz ou Mãe Nutella?

Para celebrar o Dia das Mães, o podcast aDiversa, da Diversa+, debate de forma descontraída os impactos das diferentes formas de maternar. Você, sua mãe, sua companheira ou alguma conhecida é Mãe Raiz ou Mãe Nutella? O tema é polêmico e divide opiniões! Ouça o episódio especial: