Mulheres em 2023: ‘Não quero ser chamada de guerreira. Vida não é só luta, também é prazer’

Live Diversa+ realizada no Dia Internacional da Mulher teve o tema “Mulheres em 2023: onde estamos e para onde vamos”

Foto de Gabriela Ferrarez

Gabriela Ferrarez Florianópolis

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Cinco mulheres se reuniram para debater o futuro feminino na live da Diversa+ nesta quarta-feira, 8, Dia Internacional da Mulher. Na conversa, as profissionais refletiram sobre os próximos passos na luta por direitos e questionaram o significado da data.

As apresentadoras da live Diversa+, Luciana Barros e Karina Koppe (centro), com as convidadas Bruna Fani Duarte, Fernanda Quadros e Letícia de Assis. – Foto: Gabriela Ferrarez/NDAs apresentadoras da live Diversa+, Luciana Barros e Karina Koppe (centro), com as convidadas Bruna Fani Duarte, Fernanda Quadros e Letícia de Assis. – Foto: Gabriela Ferrarez/ND

O papo foi conduzido pela editora do Portal ND+ e apresentadora do podcast aDiversa, Luciana Barros, e a repórter da NDTV Karina Koppe.

O debate teve ainda a participação da psicóloga Fernanda Quadros; Bruna Fani Duarte, doutoranda em antropologia social; e Letícia de Assis, doutoranda em estudos de gênero da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina).

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Questionada sobre os avanços, Assis ressaltou a própria mudança de significado do Dia Internacional da Mulher.

“Antes a gente ficava só na rosa, na comemoração. Pode ter, mas não pode ser restrito a isso. Agora, até os homens se apropriaram do sentido de luta e simbólico que esse dia carrega. Essa data já passou por uma conscientização coletiva, já melhorou muito nesse sentido.”

Duarte contestou o elogio de “guerreira”. Segundo ela, apesar de comum, o termo evidencia a sobrecarga feminina.

“Eu estou cansada de lutar, não quero ser chamada de guerreira. Não é só lutar, é a gente também estar aqui, ocupar os espaços, brilhar, lembrar que a nossa vida não é só luta, também é prazer. Eu acho que o prazer é revolucionário, ser feliz é revolucionário. Chega!”

Sobre o futuro, Quadros completou.

“Sozinha a gente vai mais rápido, mas em grupo a gente vai mais longe.” E propôs: “É necessário acabar com os muros e construir pontes. A gente precisa de pontes e aliados”.

Assista à live na íntegra

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