‘Mulheres em Ação’: projeto social ensina empoderamento para mulheres de Palhoça

Por lá, elas aprendem de tudo um pouco. Ler, escrever, questões sociais femininas e o mais importante: encontram um grupo de apoio de mulheres

Foto de Rafaella Moraes

Rafaella Moraes Florianópolis

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Nesta época cheia de magia que é o Natal, o espírito de amizade, luz e alegria abraçam quase que todos os lugares. Este momento, tão simbólico, consegue reacender as chamas da esperança até mesmo das famílias que pareciam não ter mais forças para continuar.

Em Palhoça, na Grande Florianópolis, Divina Mara Santos da Rocha, de 59 anos, leva bem a sério tais sentimentos, mas não só no Natal. A técnica de enfermagem e estudante de serviço social, há 10 anos coordena o projeto “Mulheres em Ação”, que visa o empoderamento de mulheres nos bairros Brejarú e Frei Damião, onde estão cadastradas mais de 550 mães.

“É uma obra social que vem de Deus para o povo. É bem puxado. Começo de segunda e vou até sexta”, explica.

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Comemoração de Natal teve troca de presentes entre todas as participantes do projeto – Foto: Arquivo Pessoal/Mulheres em Ação/Cedido/NDComemoração de Natal teve troca de presentes entre todas as participantes do projeto – Foto: Arquivo Pessoal/Mulheres em Ação/Cedido/ND

Por lá, elas aprendem de tudo um pouco. Ler, escrever, questões sociais femininas e o mais importante: encontram um grupo de apoio de mulheres.

Mara criou o projeto após conhecer uma mulher de Minas Gerais que acreditava não ter mais saída na vida. Aquela história tocou o coração dela que, sem pensar duas vezes, decidiu que não ficaria parada. Criou um rumo diferente para a história dessa mulher e de muitas outras.

Mara é criadora do “Mulheres em Ação” – Foto: Arquivo Pessoal/Mulheres em Ação/Cedido/NDMara é criadora do “Mulheres em Ação” – Foto: Arquivo Pessoal/Mulheres em Ação/Cedido/ND

Ao lado da casa onde morava de aluguel, limpou a garagem desativada e encontrou um local de trabalho perfeito. “Comecei a trabalhar fazendo pufes de garrafas pets e a convidei para aprender e passar as tardes comigo. E então uma mulher começou a trazer as outras e lotou”, comemora.

Com o passar do tempo e do convívio com essas mulheres, uma triste realidade começou a assombrar: a violência doméstica. Os relatos eram “rotineiros”, mas não poderia conviver sabendo desses abusos e mais uma vez optou por não ficar calada. “Consegui tirar mulheres sob os abusos dos companheiros”, relembra.

As mulheres também começaram a trabalhar, estudar e a sair da extrema problema. É a força da ação.

O sonho continua

De degrau por degrau elas escalam o mundo. O projeto ganhou um terreno de frente para a Prefeitura de Palhoça, onde sonham construir a sede do projeto.

Mara tem muitos planos, mas quer principalmente que o local seja um refúgio para mulheres e filhos menores. “Quero que comecem o dia com alimentação, estudos, cursos, enquanto as crianças ficam no contraturno ou brinquedoteca”, planeja.

E se você tem interesse em ajudar, acesse o Instagram do projeto e saiba como.