Em São José, na Grande Florianópolis, o Tribunal de Justiça determinou que qualquer ato grevista praticado pelos servidores municipais está sujeito à multa diária de R$ 50 mil se for realizado dentro de uma distância menor que 200 metros das repartições e edifícios públicos da cidade.
Greve dos servidores municipais já dura mais do que sete dias – Foto: Sintram-SJ/Divulgação/NDA decisão foi tomada nesta segunda-feira (6). Ainda, a desembargadora Denise de Souza Luz Francoski determinou também a continuidade dos serviços públicos essenciais de saúde e assistência social em, no mínimo, 50% de seu funcionamento no município.
Em nota, o Sintram-SJ (Sindicato Dos Trabalhadores No Serviço Público De São José), se pronunciou sobre o assunto e disse que as medidas estão sendo cumpridas, e que “não é o intuito do sindicato descumprir qualquer uma dessas determinações”.
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Os servidores públicos da educação, saúde e outros setores de São José estão em greve desde o dia 31 de maio. Entre suas reinvindicações estão:
- Reajustes salariais;
- Aumento do auxílio-alimentação;
- Convocação dos concursados para preencher as vagas abertas;
- Carreira de pós-graduação para o magistério;
- Aplicação do piso do magistério;
- Implantação do piso dos agentes comunitários de saúde e de combate às endemias;
- Implementação do piso salarial de enfermagem (assim que a lei for sancionada);
- Eleição direta para diretores das escolas em 2022;
- Abono das faltas na greve em defesa da vida, em 2021.
A Prefeitura de São José declarou que as principais reivindicações dos servidores foram atendidas. Por sua vez, o sindicato disse que as propostas não são boas os suficientes, e que elas não atendem as demandas do setor.
Desta forma, o quadro grevista segue inalterado na cidade.
Paralisação dos trabalhadores do transporte público
Os funcionários do transporte público da Grande Florianópolis também pretendem adotar o movimento grevista nesta quarta-feira (8), caso os trabalhadores não recebam uma proposta patronal que agrade o setor. Na segunda (6), eles rejeitaram a última que havia sido apresentada.
Trabalhadores do serviço de transportes públicos da Capital também podem paralisar – Foto: Diorgenes Pandini/Especial para o NDO Sintraturb (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte de Passageiros Urbano, Rodoviário, Turismo, Fretamento e Escolar de Passageiros da Região Metropolitana de Florianópolis) atua à frente da categoria, que vem reivindicando aumento salarial e o “ticket” dos funcionários.
O Setuf (Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros da Grande Florianópolis) e o Consórcio Fênix, composto pela união das empresas de transporte coletivo Canasvieiras, Emflotus, Estrela, Insular e Transol, afirmaram que irão se manifestar apenas após a assembleia.