A Prefeitura de Florianópolis trabalha uma nova iniciativa para contornar a presença desenfreada de pessoas em situação de rua, pela Capital. O novo equipamento já está sendo estruturado aos fundos da Passarela Nego Quirido e pode simbolizar uma chance de mudança de vida para centenas de pessoas.
O espaço descrito como Centro de Permanência Dia promete dar condições de empregabilidade, oferecer cursos em diferentes áreas e ainda possibilitar serviços como capinação e pintura.
Em conversa exclusiva com a Coluna Bom Dia, o prefeito Topázio Neto (PSD) deu mais detalhes sobre o programa.
Seguir“Ele vai ter, acima de tudo, empregabilidade. Estamos oferecendo capacitação e emprego em diversas áreas. Começa com o corte de cabelo, manicure, pedicure. Depois vem a panificação e confeitaria. Ainda vamos oferecer serviços de pintura do meio-fio, corte de grama, tudo para fazer e receber por dia”, resumiu o prefeito.
Pertences em situação de rua
Além de oportunizar uma tentativa de mudança de vida, o novo equipamento do município vai oferecer um local para armazenamento de pertences, um espaço para tomar um banho e fazer uma higiene.
“É um problema para o pessoal que mora na rua, não tem onde guardar o celular, não tem onde guardar um cartão de banco, todos recebem o benefício, precisam dessa segurança”, acrescentou.
Meta da prefeitura
De acordo com o censo realizado pela Prefeitura de Florianópolis, com dados atualizados no final de novembro de 2023, 968 pessoas em situação de rua foram identificadas pela cidade.
Vamos tentar tirar umas 150 [pessoas], pelo menos, para que eles passem o dia com a gente e depois, à noite, se não quiserem ficar, tudo bem. Estamos fazendo um trabalho inovador com relação ao morador de rua, de acolhimento e incentivo à saída da rua.
Desta quantia, ao menos 500 estão utilizando o equipamento do Executivo para dormir – onde o restante ainda opta por dormir na rua.
Segundo Topázio, a intenção é que desta gama que opta pela moradia na rua, a intenção é “recuperar”, ao menos, 150 pessoas.
“Vamos tentar tirar umas 150 [pessoas], pelo menos, para que eles passem o dia com a gente e depois, à noite, se não quiserem ficar, tudo bem. Estamos fazendo um trabalho inovador com relação ao morador de rua, de acolhimento e incentivo à saída da rua”, observou.