A proporção de mulheres em Santa Catarina aumentou, indica o primeiro balanço do Censo Demográfico 2022. Isso significa hoje há ainda mais mulheres do que homens no Estado, se comparado ao ano de 2010.
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) ressalta, no entanto, que apenas o recenseamento completo permitirá uma comparação precisa.
Coletas foram realizadas entre 1º e 29 de agosto em mais de 500 mil domicílios – Foto: Arquivo/Freepik/Reprodução/NDOs dados correspondem às coletas realizadas entre 1º e 29 de agosto. Neste período, mais de 1,5 milhão de moradores foram recenseados. Há quase 40 mil mulheres a mais – elas totalizam 797.630 (51,3%), e os homens 758.716 (48,7%).
SeguirAté então, 564.390 domicílios foram recenseados em Santa Catarina. A coleta tem fim previsto para 31 de outubro. Em todo o país, 58,29 milhões de habitantes responderam ao questionamento.
“Essa proporção difere da verificada em 2010, quando as mulheres correspondiam a 50,4%, mas apenas o recenseamento completo de 2022 permitirá uma comparação precisa”, destaca o Instituto.
Mudança na pirâmide etária
Outra novidade está na maior predominância de pessoas de 35 a 39 anos. Os dados prévios indicam que a faixa etária, que é parte da chamada Geração Y, é a mais numerosa em Santa Catarina.
O Estado envelheceu: em 2000, Santa Catarina tinha maior presença de pessoas de 15 a 19 anos, enquanto em 2010 moradores de 25 a 29 correspondiam à maioria (veja no mapa abaixo).
Também teve o aumento no percentual de pessoas de 50 anos ou mais. “Neste primeiro balanço o IBGE divulgou, ainda sem detalhar os dados, as novas pirâmides etárias de cada Unidade da Federação, nas quais fica evidente o envelhecimento populacional brasileiro”, ressalta o Instituto.
Domicílios e recusa
Segundo o IBGE, há cerca de 2,76 pessoas por domicílio, dado que indica casas com menos moradores. No Censo Demográfico de 2010, a média era de 3,12 moradores por casa
Santa Catarina tem um percentual de recusa menor que o registrado nacionalmente. Cerca de 1,6% dos moradores procurados pelos recenseadores se negaram à responder as perguntas. No país todo, a taxa é de 2,3%.
“O IBGE espera reduzir até o final da coleta com a aplicação de todos os protocolos de insistência”, ressaltou o órgão. Quase todos os recenseamentos (99%) foram feitos presencialmente.
População quilombola
Este é o primeiro Censo que computa dados de quilombolas no Brasil. Em todo o país, quase 387 mil quilombolas foram contabilizados. As maiores populações foram registradas na Bahia (30 a cada 100 moradores), Maranhão (20 em 100) e Pará (11 em 100).