Prefeitura de Itajaí ganha prazo para explicar revogação de reajuste para servidores públicos

Plenário da Câmara de Vereadores deu prazo de 10 dias para prefeito Volnei Morastoni explicar revogação

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Foi uma sessão agitada na Câmara de Vereadores na última terça-feira(15) com discursos acalorados, outros mais moderados e a presença marcante  de servidores do magistério nas galerias da câmara que caminham para completar mais uma semana em greve aqui em Itajaí.

Mas apesar dos discursos e das manifestações de apoio dos vereadores, as solicitações de reajustes dos professores pela aplicação do piso nacional do magistério em Itajaí, a questão em específico não avançou.

Plenário da Câmara lotado com a presença de grevistas – Foto: Davi Spuldaro-CVI/NDPlenário da Câmara lotado com a presença de grevistas – Foto: Davi Spuldaro-CVI/ND

Mas outro tema polêmico envolvendo os servidores que inclusive podem desencadear uma greve geral no próximo sábado ganhou destaque na turbulenta sessão.

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O plenário da Câmara de Vereadores de Itajaí aprovou por unanimidade, na Sessão Ordinária desta terça-feira (15), um requerimento da Comissão de Legislação, Justiça e Redação Final para que o Prefeito Volnei Morastoni (MDB) explique e defenda o Decreto Municipal 12.513/22 que suspendeu a revisão geral anual dos servidores públicos municipais de 9,32%, concedida em agosto do ano passado.

O requerimento é fruto de uma solicitação do Vereador Beto Cunha (PSDB), que questiona a impossibilidade do Prefeito revogar, através de Decreto, uma Lei aprovada pela Câmara.

“O princípio constitucional da hierarquia das normas não permite que uma lei seja suspensa através de um decreto, a ação do Prefeito é ilegal e estamos questionando isso para que os vereadores sustem esse ato que extrapola os seus limites”, explicou o vereador Beto Cunha.

Vereador Beto Cunha foi o autor do requerimento – Foto: Davi Spuldaro-CVIVereador Beto Cunha foi o autor do requerimento – Foto: Davi Spuldaro-CVI

Agora, a prefeitura deve justificar o ato em até 10 (dez) dias e, após as explicações, a Comissão de Legislação, Justiça e Redação Final pode arquivar o pedido do vereador Beto Cunha, se concordar com as explicações do Prefeito ou, então, propor a sustação do decreto, como solicitado pelo vereador.

Caso a comissão proponha a sustação do Decreto do Executivo Municipal, a decisão final caberá ao plenário da Câmara de Vereadores, em votação durante sessão ordinária.