Um banco de Gaspar recebeu uma multa de R$ 300 mil após prática abusiva de empréstimos financeiros consignados para os clientes sem a autorização deles. A penalidade foi aplicada pelo Procon do município.
A instituição bancária não apresentou documentos que comprovem a solicitação dos empréstimos ao Procon – Foto: Procon/Prefeitura de GasparA empresa não respondeu as notificações do Procon que deveriam informar sobre a suposta contratação de empréstimos financeiros consignados os quais os consumidores não reconheciam.
De acordo com o órgão, 31 pessoas reclamaram que foram surpreendidas com empréstimos consignados não solicitados sendo disponibilizados os valores em conta corrente e posteriormente o desconto das parcelas nos benefícios de aposentadoria e pensão do INSS.
SeguirSegundo o superintendente do órgão, Roberto Procópio, a instituição bancária não apresentou os documentos que comprovem a solicitação dos empréstimos de 22 pessoas.
“Após algumas tentativas para resolver a situação individualmente, nós abrimos um processo administrativo, mas como as respostas dadas pelo banco não comprovaram a contratação de empréstimos consignados de 22 consumidores, aplicamos a multa prevista no art. 56 do Código de Defesa do Consumidor”, explica.
Orientação do Procon
Conforme o Código de Defesa do Consumidor, é proibido as práticas baseadas em abusos na oferta e concessão de empréstimos consignados. O Procon de Gaspar orienta que é de suma importância que todos estejam atentos ao notar qualquer valor indevido na sua conta, como descontos ou até mesmo valores superiores.
É necessário informar ao órgão, para que possa registrar a demanda e solicitar o cancelamento do empréstimo, bem como a devolução dos valores debitados.
“É importante que o consumidor sempre procure o Procon para formalizar a sua reclamação e acompanhe o seu extrato, a sua conta e, também, o extrato do seu benefício, caso se trate de aposentado ou pensionista”, alerta Roberto.
O valor da multa de R$ 300 mil foi aplicado com base nas práticas abusivas e desobediência pela falta de respostas às notificações realizadas pelo Procon em cada reclamação individual.