Professoras da Fundação Cultural de Rio do Sul levam alegria para crianças em abrigos

Há quase uma semana fora de casa, elas ganharam brinquedos, doces, pinturas e balões

Foto de LENE JUNCEK

LENE JUNCEK RIO DO SUL

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O Davi Luiz de apenas cinco anos escolheu duas pinturas do Homem Aranha. A camiseta que ele usava enquanto a professora Kelly Estefanski desenhava em seu rostinho e em seus bracinhos demonstrava o quanto ele gosta do super-herói.

Professoras de Rio do Sul animam crianças em abrigos Professoras da Fundação Cultural de Rio do Sul levam alegria para crianças em abrigos – Foto: Cauê Lima/Divulgação ND

O garoto e seu irmão João, de seis anos, estão no abrigo do Lions Clube. O primeiro a ser aberto pela prefeitura de Rio do Sul ainda na semana passada.

Eles foram com os pais, após o bairro Canoas, onde moram há três anos, ser atingido pela inundação na semana passada.

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Além de professora na Fundação Cultural, Kelly se transforma na palhaça “Gambá”. Ela e outras quatro profissionais aproveitaram esta terça-feira (10) para visitar os abrigos e encantarem as crianças de todas as idades.

“Não é a primeira vez que fizemos isso. Agora tem mais um agravante pois eles estão há quase uma semana fora de casa. Estão sem aula, sem atividades. A gente já veio outras vezes e nessa semana isso se torna ainda mais especial por ser o dia das crianças”, detalha.

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Sobre e receptividade das crianças que corriam, pulavam, chamavam e abraçavam a cada brincadeira Kelly resume: “dá um quentinho no coração. Tô mais feliz que elas. O que recebemos em troca é muito maior”.

A professora da Fundação Cultural ainda lamenta o evento climático tão próximo da data importante para às crianças e o quanto isto impacta no calendário dos colegas de profissão.

“Todos já iriam estar mobilizados para esse atendimento com a semana comemorativa. As professoras iriam estar organizadas para todo este acolhimento e agora não conseguem nem chegar perto destes alunos, pois estão todos ilhados ou distantes” .

O abrigo no Lions Clube de Rio do Sul fica na rua Mafalda Lingner Porto. O local foi o primeiro a lotar, abrigando 51 famílias, com um total de 163 pessoas.

Há quase uma semana fora de casa, elas ganharam brinquedos, doces, pinturas e balões – Vídeo: Cauê Lima/Divulgação ND

Mãe tem fé que as crianças serão lembradas no dia 12 de outubro

A mãe do Davi Luiz e do João é a dona de casa Ivete Martins Pereira de Almeida, de 47 anos.

Na quarta-feira (11) fará uma semana que ela, o marido e os filhos saíram de casa apenas com algumas roupas e a televisão. Os brinquedos, os materiais escolares e as roupas das crianças estão todas dentro da casa, com água até quase o teto.

“No primeiro dia foi uma turbulência. No outro dia tudo se normalizou, ganhamos marmita. Estamos felizes que estamos nos alimentando e as crianças são bem atendidas”, desabafa a mãe.

Ela ainda explica que o filho mais novo, fã do Homem Aranha, sente muita falta da escola, o Centro de Educação Infantil João e Maria, que fica na área central de Rio do Sul.

“Eu tenho fé que não só os meus filhos vão ganhar presentes, mas todos. É um dia muito importante para eles”.

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