E é realidade. Nos últimos meses, em todo o Estado de Santa Catarina e no país, iniciativas femininas de mulheres negras empoderadas têm feito a diferença. No início do mês foi solicitada a ampliação do número de atuações na construção da Lei Paulo Gustavo da FCC (Fundação Catarinense de Cultura), que incentiva eventos culturais.
O pedido seria para que estes repasses fosse destinados à população negra. Uma outra iniciativa foi a da Sra. Regina Célia da Silva Suenes, gerente de Políticas de Igualdade Racial e de Imigrantes.
Ícone catarinense, legado de Antonieta de Barros é celebrado no Estado – Foto: Flavio Tin/NDNa Assessoria Municipal de Políticas Públicas pela Igualdade e Combate à Intolerância Religiosa de Florianópolis, também este mês, retomou uma pasta antiga que estava parada: a inauguração do Comitê de Saúde da População Negra, que já é instituído pelo Ministério da Saúde à Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN), por meio da Portaria n.º 992, de 13 de maio de 2009.
SeguirEm Florianópolis, a implementação existe desde 2011. A retomada das atividades teve iniciativa da assessora de políticas públicas para Igualdade Racial e Combate à Intolerância Religiosa, Cleuse Soares, jornalista conhecida pelo seu incansável trabalho inclusivo.
Antes disso, em 2016, a Assistente Social Kaionara Aparecida dos Santos realizou um estudo apurado para o seu TCC da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) sobre o tema “Serviço Social: Um estudo sobre a Saúde da População Negra”.
Antonieta de Barros, mulher negra e emblemática
Ainda neste mês emblemático se comemora o aniversário de Antonieta de Barros , em 11 de julho. A Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina e a UFSC estão realizando inúmeras atividades para celebrar a data. Na universidade ocorre uma Mostra de Cartazes no Varandão do Centro de Cultura e Eventos. O tema da exposição é “Quem foi Antonieta de Barros?”, liderada pela Associação de Mulheres Negras de mesmo nome.
Na Alesc serão vários os eventos de comemoração: sessão especial, exposição de obras de arte e fotos de mulheres negras, rodas de conversas com jornalistas, literárias e políticas negras, bem como a comemoração da coordenadoria de estágio, que também levam o nome de Antonieta. Todos reforçam a importância da mulher que fez a diferencia em várias esferas com lutas que discutimos até hoje.
No país, o MinC (Ministério da Cultura) lançou este ano o Prêmio Carolina Maria de Jesus de Literatura Produzida por Mulheres. Carolina era um mulher negra, periférica, mãe solo, catadora de material reciclável e autora de obras reconhecidas dentro e fora do País.
Em seu primeiro livro, “Quarto de despejo: o diário de uma favelada”, publicado em 1960, Carolina demarcou questões sociais, resistência e a paixão por escrever. A obra foi traduzida em 13 línguas e vendida em mais de 40 países. Carolina também foi cantora e compositora, revelou em sambas e marchinhas a sua luta política e cultural.
Movimentações geram organizações de potências e legados. Mulheres negras que só reforçam a importância desta coluna na editoria Diversa+. Um legado de atividades diversas e inclusivas que retratam pessoas negras que caíram no esquecimento ou foram apagadas. Uma preta, várias Antonietas!