Quase 500 pessoas são identificadas vivendo em situação de rua em Florianópolis

Nos últimos 20 dias, a prefeitura de Florianópolis cadastrou quase 500 pessoas em situação de rua com uso de reconhecimento facial e geolocalização

Foto de Júlia Reis

Júlia Reis Florianópolis

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Desde o dia 18 de outubro, a prefeitura cadastrou 477 pessoas em situação de rua que, atualmente, vivem em Florianópolis. De acordo com a administração municipal, o trabalho foi feito por meio de um aplicativo mobile de coleta de dados. O sistema conta com reconhecimento facial, geolocalização, além de outras informações que compõem a identificação das pessoas.

Equipe da Assistência Social atendendo pessoa em situação de rua em FlorianópolisDesde o dia 18 de outubro, a prefeitura cadastrou 477 pessoas em situação de rua que, atualmente, vivem em Florianópolis – Foto: Divulgação/ND
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De acordo com o levantamento, 166 pessoas identificadas têm entre 36 e 45 anos, e outros 146 têm mais de 45 anos. Essas são as faixas etárias mais identificadas pelos agentes municipais. Segundo os dados da prefeitura, 195 pessoas cadastradas têm o ensino fundamental incompleto.

A origem da maioria das pessoas em situação de rua da capital catarinense, é natural de Santa Catarina, sendo 180, entre elas, 63 são de Florianópolis. Já outras 101 pessoas são naturais do Rio Grande do Sul. E dentre todas que vieram de fora do Estado, 202 estão em Florianópolis há mais de 5 anos. Um dos dados que impressiona, é que a capital catarinense recebeu 101 pessoas em situação de rua há menos de um mês.

Trabalho de identificação da prefeitura de Florianópolis

De acordo com o secretário de Assistência Social do município, Leandro Lima, a ideia do executivo é identificar a situação para definir políticas públicas mais eficientes e adequadas ao cenário atual de Florianópolis.

“Em conjunto com a guarda municipal, nossas equipes de sensibilização estão caminhando pela cidade para cadastrar essas pessoas. Nosso objetivo é fazer um levantamento preciso das pessoas em situação de rua que estão aqui e que precisam de ajuda para se reerguer na vida. Nossa missão agora é cuidar para emancipar.”

Já o secretário de Segurança e Ordem Pública de Florianópolis, Araújo Gomes, diz que os trabalhos têm se intensificado ainda mais nos últimos dias para que o quanto antes, as ações sejam colocadas em prática. A previsão, é de que a pesquisa dure 40 dias.

Ações de reintegração à sociedade

O município trabalha com ações para estimular o retorno das pessoas que vivem em situação de rua, ao mercado de trabalho e à sociedade em geral. Tratam-se de serviços socioassistenciais, promovidos pela secretaria de Assistência Social do município.

fachada do Restaurante Popular de FlorianópolisRestaurante Popular, em Florianópolis, oferece três refeições diárias gratuitas ou com baixo custo – Foto: Júlia Magalhães/PMF
  • Centro Pop (Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua): oferece segunda via de documentos pessoais, passagens de retorno à cidade de origem e encaminhamento para abrigos, como a Passarela da Cidadania e o Hotel Social 2S, além de outros benefícios.
  • Restaurante Popular: oferece três refeições diárias gratuitas ou com baixo custo.
  • EJA POP RUA: programa de desenvolvimento escolar, que oferece educação básica (até o 9° ano) para jovens, adultos e idosos que vivem em situação de rua.
  • IGEOF (Instituto de Geração de Oportunidade de Florianópolis): oferece vagas de emprego e cursos de capacitação.

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