‘Quero um futuro melhor para o país’, diz eleitora de 16 anos de Florianópolis

Mais de 70 mil jovens de 16 e 17 anos estão aptos a votar no Estado, segundo dados provisórios emitidos pelo Tribunal Regional Eleitoral de SC

Bruna Stroisch Florianópolis

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A jovem Melissa Tavares Almeida de Albuquerque, de 16 anos, vai votar pela primeira vez este ano. Com o estímulo dos pais e da escola, a estudante do ensino médio do IEE (Instituto Estadual de Educação), em Florianópolis, realizou o cadastro eleitoral.

As amigas Bianca (à esquerda) e Melissa se preparam para votar nas eleições 2022 – Foto: Leo Munhoz/NDAs amigas Bianca (à esquerda) e Melissa se preparam para votar nas eleições 2022 – Foto: Leo Munhoz/ND

“Busco um futuro melhor para o nosso país”, disse Melissa ao ser questionada sobre o que a motivou a se tornar uma eleitora, mesmo com uma idade em que o voto não é obrigatório.

Para a amiga Bianca Cristina Gobbi, 16, a escola foi essencial para a decisão de participar das eleições. “Foi pela escola que descobrimos sobre as eleições e como fazer o cadastro eleitoral. Passaram de sala em sala para explicar tudo direitinho”, conta a também estudante do IEE.

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As adolescentes estão entre os 77 mil jovens de 16 e 17 anos aptos a votar em Santa Catarina, segundo dados provisórios emitidos pelo TRE-SC (Tribunal Regional Eleitoral). O voto para menores de 18 anos não é obrigatório no Brasil.

A participação dos eleitores dessa faixa etária representará 1,46% dos eleitores no Estado.

O que dizem os jovens

Caio Duarte Cipriani, 16 anos, fez o cadastro eleitoral no dia 4 de maio, último dia em que era possível. Ele confessa que foi estimulado pela mãe a realizar o processo.

“Minha mãe conversou comigo e me explicou a importância de votar. O voto pode trazer mudanças à sociedade. E o processo foi bem fácil, com alguns clicks eu tirei o título de eleitor”, disse o estudante do ensino médio do IEE.

A vontade de escolher o próprio candidato foi o que incentivou Beatriz de Oliveira, de 16 anos, a participar das próximas eleições. A estudante do 2º ano do ensino médio do IEE fez o cadastro eleitoral em abril.

Ela considera que o voto é uma maneira dos adolescentes participarem da política de forma mais ativa e de fazer a voz dessa faixa etária ser ouvida.

“Não temos muito o que fazer sem votar, além de darmos a nossa opinião. Com o voto, a gente consegue ir mais além. É uma ótima oportunidade para exercer o meu papel de cidadã. Meu voto já tem uma direção, mas ainda não tenho certeza absoluta em quem vou votar”, diz Beatriz.

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    Caio Duarte Cipriani - Leo Munhoz/ND
    Caio Duarte Cipriani - Leo Munhoz/ND
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    Beatriz de Oliveira - Leo Munhoz/ND
    Beatriz de Oliveira - Leo Munhoz/ND
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    Maria Eduarda Silva Souza - Leo Munhoz/ND
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    Raíssa Alves da Cunha - Leo Munhoz/ND
    Raíssa Alves da Cunha - Leo Munhoz/ND
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    Gabriel Buza - Leo Munhoz/ND
    Gabriel Buza - Leo Munhoz/ND

Maria Eduarda Silva Souza, de 17 anos, pensa que o voto é importante pois é preciso tomar uma posição com relação ao país. Ela conta que quer ajudar a decidir quem irá governar o Brasil nos próximos anos. Além disso, a estudante quer votar no candidato que vai ao encontro de suas ideias e valores.

“Quero votar em quem eu acredito. Cada lado prega uma coisa. E tem um lado que faz e diz certas coisas que eu não sou a favor. Para defender aquilo que eu acredito, eu decidi votar e essa vontade partiu de mim mesma. Até as eleições pretendo me informar melhor sobre os candidatos para poder decidir em quem vou votar”, diz.

Aos 16 anos, Raíssa Alves da Cunha recebeu a ajuda da irmã mais velha, de 23, para realizar o cadastro eleitoral. A estudante do 2º do ensino médio do Colégio Catarinense conta que o envolvimento dos pais na política fez com que ela quisesse participar do pleito.

“Tenho vontade de escolher um candidato que governe do jeito que eu acho certo. O voto é muito importante porque é a maneira de eleger alguém que a gente confia e que vai fazer bem para a sociedade, trazendo mudanças positivas”, aponta.

Gabriel Buza, de 17 anos, avalia que o voto de todos conta nas eleições, inclusive, o dos jovens eleitores. “Se eu quiser alguma mudança eu tenho que tomar uma atitude. E essa atitude é o voto nas eleições. Meus pais me apoiaram bastante nessa decisão”, diz o estudante do Colégio Catarinense.

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