Racismo contra jogador em Florianópolis exige resposta enérgica de autoridades

"Não deixaremos este episódio impune”, disse a assessora municipal de Políticas Públicas para Igualdade Racial e Combate à Intolerância Religiosa, Cleuse Pereira

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“Enquanto prefeito, representante da cidade, faço um apelo não respeitoso: racistas, deixem nossa cidade. Vocês não são bem-vindos. Não suportamos a convivência. Toda a força e disposição da prefeitura aos órgãos de segurança e às vítimas”.

Jogador do Avaí, Wellington foi vítima de racismo – Foto: Leandro Boeira/Avaí/Reprodução/NDJogador do Avaí, Wellington foi vítima de racismo – Foto: Leandro Boeira/Avaí/Reprodução/ND

O recado acima foi dado pelo prefeito Topázio Neto (PSD) diante do racismo contra o jogador Wellington, volante do Avaí. O caso merece uma resposta rápida e enérgica das autoridades. Tolerância zero em relação aos racistas, de acordo com a lei.

Assessora de Políticas Públicas para Igualdade Racial e Combate à Intolerância Religiosa da Prefeitura de Florianópolis, Cleuse Pereira Soares considera “importante que todos acompanhem e que não esqueçam” desse episódio.

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“Eu, sendo uma mulher negra, sei a dor que Wellington está sentindo e quero muito que ele saiba que vamos nos fortalecer e não deixaremos este episódio impune”, disse.

A prefeitura está alinhavando, por exemplo, uma parceria com o Necrim (Núcleo de Enfrentamento aos Crimes de Racismo e de Intolerância) do MPSC.

O assunto será discutido nesta terça-feira (27) em reunião com o promotor de Justiça Jádel da Silva Júnior, titular da 40a Promotoria de Justiça da Capital. Em pauta, um termo de cooperação para que diversas instituições e lideranças se unam contra esse tipo de crime.