A presidente da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Blumenau, Sueli Cristofolini, desabafou ao denunciar o descaso com a situação ao lado da sede da entidade envolvendo indígenas. O problema seria a cobrança de estacionamento dos usuários da instituição em uma área que é pública.
Prédio abandonado e com ocupação de indígenas virou um drama para Rede Feminina de Blumenau – Foto: Divulgação/Rede Feminina/NDBem ao lado da sede da Rede Feminina fica um imóvel do Governo do Estado, onde já funcionou antigamente o Centro de Saúde e o Ambulatório Geral do Centro, mas está há alguns anos abandonado. Mesmo em uma péssima condição, o espaço virou ocupação de indígenas.
A indignação da presidente da Rede Feminina é que os usuários da entidade começaram a ser obrigados, por moradores do imóvel abandonado, a pagar pelo estacionamento de uma área que pertence a todos e que nunca ocorreu a cobrança.
Seguir“Nós sempre usamos esta área para utilização da Rede Feminina e agora fomos intimidados. Estão cobrando para estacionar. Se não pagar é convocado a se retirar. Tivemos esse relato de vários usuários. Além dos indígenas, o local acaba sendo utilizado por outras pessoas que estão na rua, já que a área está abandonada.”, relatou a presidente.
Há uma decisão judicial, do ano passado, que repassou um prédio do Governo Federal à Funai para a moradia de indígenas universitários. O imóvel fica na Rua Itajaí, mesma via do espaço abandonado do Estado, que foi ocupado pelos indígenas e gerou o drama para Rede Feminina.
A cobrança do estacionamento não está correta. O espaço é público. As autoridades não podem permitir isso. Outro ponto é que os indígenas não deveriam estar neste prédio caindo aos pedaços, mas sim em uma área adequada e digna.
A informação que apurei é que na próxima semana uma equipe de engenheiros da Secretaria Estadual de Administração vai vir a Blumenau verificar a situação do imóvel abandonado. Esperam-se soluções.