Moradores do imóvel que explodiu em Jurerê recorrem a remédios e terapia

Vizinhos e inquilinos do imóvel que explodiu em Jurerê, alguns em outros bairros de Florianópolis, tentam voltar à normalidade

Nícolas Horácio Florianópolis

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Canasvieiras, Pontas das Canas, outro imóvel em Jurerê. Esses foram destinos escolhidos por alguns inquilinos do imóvel que explodiu, há quatro meses, no bairro Jurerê, em Florianópolis. Um dia de cada vez, eles tentam se restabelecer.

Moradora do imóvel que explodiu em Jurerê está em Canasvieiras“Foi muito triste e me despertou um lado de querer ajudar mais as pessoas. Também serviu para pensar mais sobre mim”, disse ex-moradora – Foto: Leo Munhoz/ND

A veterinária Júlia se mudou para Canasvieiras. Depois da explosão, ela começou a fazer terapia. No início, tinha medo de mexer com fogão, de cozinhar: “Voltei a minha vida aos poucos. Estou desempregada, fazendo só plantões”, conta.

Apesar das dificuldades, prioriza a gratidão pelo apoio que recebeu, em especial ao Conselho de Medicina Veterinária. Sua maior saudade é Tina, gata de estimação. “ Depois de um tempo, voltei para chamar, mas não encontrei. Era o que de mais precioso eu tinha”, lamenta.

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Leandro Fama foi para o bairro Ponta das Canas, onde é cabeleireiro. Ele ficou 60 dias assustado, com problemas no sono e começou a tomar remédio fitoterápico. Também foi indenizado com o último aluguel e por danos materiais por causa da explosão.

Morador do imóvel que explodiu em Jurerê agora vive na Ponta das CanasEm casa no momento da explosão, Leandro disse ter visto a morte de perto – Foto: Nícolas Horácio/ND

Leandro recuperou bens que ficaram no imóvel e lamenta a perda do tabuleiro de xadrez, um xodó que guardava há 37 anos. Ele não quis entrar na justiça. “Foi um acordo amigável, para resolver rápido, e ambos saíram sem problemas. Tirando o susto, não posso reclamar”, afirma.

A vizinha Luciane mora atrás do imóvel que explodiu e no mesmo terreno fica a residência da mãe, Marlei Piva, 77 anos. A idosa teve a casa interditada durante um mês, porque uma parede do residencial ameaçava cair sobre a casa dela, o que não ocorreu.

Cenário de destruição no imóvel que explodiu em JurerêOutra tragédia foi evitada e idosa está em casa, após um mês com a residência interditada – Foto: Defesa Civil de Florianópolis/Divulgação/ND

Para Luciane e a mãe o trauma passou e ficaram as lições. Segundo ela, um catador disse que encontrou as lixeiras de Jurerê Internacional cheias de mangueiras de gás vencidas após a tragédia.

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