O Senador Jorginho Mello (PL), presidente da CPI da Chapecoense, articulou aumento de US$ 10 milhões no Fundo Humanitário para as 71 famílias das vítimas da tragédia da Chapecoense.
Senador Jorginho Mello esteve em Londres – Foto: Divulgação/NDDe US$ 15 milhões o valor subiu para US$ 25 milhões, e pode aumentar ainda mais. O avanço na negociação ocorreu numa reunião em Londres com a seguradora Tokyo Marine. A Embaixada Brasileira também participou das tratativas.
De acordo com o parlamentar, que destacou ter viajado com recursos próprios para a capital inglesa, deve haver uma nova rodada de negociação entre a seguradora e as famílias, quando o montante pode chegar a US$ 30 milhões. Em fevereiro de 2017, a Tokio Marine criou um Fundo Humanitário com objetivo de fazer acordos com os familiares.
SeguirNa primeira negociação foi oferecido US$ 200 mil (R$ 1,1 milhão) e nenhuma família aceitou. Meses depois, o valor subiu para US$ 225 mil (R$ 1,2 milhão) e cerca de 24 famílias aceitaram o acordo. Em troca, elas assinaram um termo de quitação que impediria qualquer ação na Justiça contra a LaMia e a Bisa.
Com essa nova proposta apresentada pela seguradora às 24 famílias que já receberam US$225 mil dólares vão receber a mais US$138 mil dólares que em reais dá aproximadamente R$ 749 mil. As outras 47 que ainda não receberam nada do Fundo Humanitário e que queiram agora irão receber o valor de US$363 mil dólares que convertendo da o valor de R$1.960,00.”
Após a nova etapa de negociação, não haverá mais necessidade de que haja a concordância de todas as famílias para ter direito ao valor proposto. Mesmo quem já recebeu o valor inicial terá direito a ganhar uma diferença por conta da elevação da indenização para US$ 25 milhões.
“Nada irá trazer esses guerreiros de volta. Mas é uma notícia que acalenta um pouco o coração das famílias. É inadmissível que essa indenização tenha demorado tanto para ocorrer. Por isso fiz questão de vir à Londres e buscar este acordo. Considero uma missão exitosa e volto para o Brasil realizado”, destacou o senador.
Instalada em dezembro de 2019 para investigar o atraso no pagamento das indenizações, a CPI pretendia entregar um relatório em agosto de 2020, mas os trabalhos foram suspensos por dois anos por conta do Covid-19, e foram retomados apenas este ano.
O acidente ocorreu há quase seis anos. A Chape disputaria pela primeira vez uma final internacional, pela Copa Sul-Americana, em Medellín.
O avião da LaMia decolou de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, e sofreu uma pane por falta de combustível. A aeronave caiu em uma área de floresta nas imediações da cidade de Medellín, causando a morte de 71 pessoas.