Em 2020, a chefe de cartório do 1º Juizado Especial Cível da comarca de Joinville, Bárbara Rodrigues da Silva, se tornou mãe de Alice, menina com síndrome de Down e que, atualmente, está com dois anos de idade.
Para dividir a experiência e ajudar outros pais e mães com filhos com Down, Bárbara criou uma conta nas redes sociais onde mostra o dia a dia da filha.
Casal tem dois filhos, Bernardo e Alice – Foto: Divulgação/NDNo entanto, antes de chegar à estabilidade dos dias atuais com a filha, a servidora pública revela que levou tempo para digerir a situação.
Seguir“Nunca tinha convivido com ninguém com síndrome de Down, por isso acredito que grande parte do meu sofrimento foi pelo medo do preconceito que ela passaria. Há muito preconceito no mundo”, lembra.
Com o apoio do marido, Roberto, e do primeiro filho, Bernardo, a mãe passou a lidar melhor com a notícia, e começou a buscar mais informações sobre o tema, alimentando a vontade de ter seu próprio espaço para publicações sobre o assunto.
“Não tinha o hábito de postar nada. Fomos sentindo a necessidade de criar a página aos poucos, na medida em que víamos o avanço da Alice. Queríamos dividir nossas experiências. Quando descobrimos que seríamos pais de uma criança com síndrome de Down, nos sentimos ajudados ao acompanhar outras páginas do Instagram, então pensamos e tivemos vontade de fazer essa diferença para outras pessoas” relembra.
Compartilhando a caminhada
No entanto, o perfil só nasceu quando a pequena estava com quase um ano de idade. Na web, há relatos da história dela, as experiências acumuladas, de forma ilustrada e atualizada regularmente, com fotos em família, de terapias e consultas.
A mãe conta que assim como ela um dia precisou de orientação, já foi procurada por outros pais recém-apresentados à síndrome. “Estamos conseguindo espalhar, além de informação, a alegria da Alice para mais pessoas. Ela é uma criança encantadora, esperta e sorridente”.
Para manter a rotina de atividades, a casa de Bárbara passou por adaptações, já que a sala funciona como um centro de fisioterapia com brinquedos educativos estrategicamente montados. O casal se divide para dar conta de terapias, consultas e cuidados, também com o auxílio de Bernardo, primogênito de seis anos.
Na comarca de Joinville, Bárbara trabalha no sistema híbrido e conta com apoio de uma equipe.
“Se hoje o trabalho vai bem e consigo administrar meu tempo, sem deixar demanda acumulada, é porque há um grande suporte e engajamento de todos do 1º Juizado Especial Cível, tenho muito apoio do meu chefe e de meus colegas. São preocupados comigo e com a Alice e isso faz toda a diferença”, conclui.