A taxa de coleta do Censo em Santa Catarina está abaixo da média brasileira. O estado alcançou 51,6% da meta, enquanto a média do país está em 54,5%.
Agentes realizarão pesquisa que serve para formular políticas públicas – Foto: Agência IBGE/Reprodução/NDSC é o 13º no ranking dos estados com menor taxa de coleta, liderada pelo Mato Grosso, que realizou apenas 34,2% da meta. Enquanto isso, o Piauí foi o que mais fez entrevistas até o momento, com 74,1% das coletas realizadas.
SeguirCom as baixas taxas, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) decidiu prorrogar o prazo para conclusão do Censo para dezembro. A data original era 31 de outubro.
O superintendente do IBGE em SC, Roberto Kern Gomes, explica que a causa para o atraso na realização do Censo tem três principais fatores: poucos profissionais, população que não responde aos recenseadores e moradores ausentes. “Fizemos estratégias a partir disso”, explica Gomes.
O superintendente conta que das 6.761 vagas para o Censo de SC, apenas 4 mil foram preenchidas. Ao todo, foram realizados cinco processos de contratação. Como estratégia para mudar esta realidade, será realizado um aumento na remuneração para as vagas.
Outro fator que atrasa a realização ágil do Censo são os casos em que os moradores não são encontrados em casa. Isso corresponde a uma taxa de 13,6%.
Para resolver este empecilho, os recenseadores poderão trabalhar com hora extra e visitar moradores após às 18h e também aos fins de semana.
Outro indicador apresentado por Gomes é o de recusa. Nestes casos, o morador é encontrado em casa, mas não atende o recenseador. Isso representa 1,7% dos casos. Ou seja, a cada 100 domicílios, em 1,7 deles o morador não quer responder, explica Gomes.
Além disso, o superintendente comenta que o IBGE tem buscado se reunir com as prefeituras para receber ajuda na divulgação dos trabalhos e estimular os moradores a responder o Censo.
“Hoje tive uma reunião com a Prefeitura de Barra Velha. Lá, deve ser colocado com carro de som nos bairros que tivemos mais dificuldades para estimular os moradores a responderem”, cita Gomes.
O superintendente lembra a importância da realização do Censo no país. “É fundamental para as políticas públicas. Para saber se precisa de posto de saúde, escolas, isso se dá com os dados do Censo”, diz.
Prazos
De acordo com Gomes, o IBGE não cravou uma data para o fim das coletas do Censo, apenas o prazo foi estendido até dezembro.
Ainda neste ano, devem ser divulgados dados dos números populacionais do país, estados e municípios. Para 2023, ficarão as informações mais específicas, como número de residências com saneamento básico, água encanada e acesso a internet.