A Prefeitura de Florianópolis entendeu por retirar o ponto de ônibus localizado em frente ao prédio do MPF (Ministério Público Federal), à Beira-Mar Norte.
Apesar de não manifestar oficialmente, a medida tem relação direta com a presença de um homem em situação de rua que vive nas imediações, já que o elemento usava o ponto como dormitório.
Chamou a atenção o fato de que, nessa semana, o homem armou uma barraca em frente ao prédio do MPF, onde alegou “autorização”. O tema foi destaque da Coluna Bom Dia e do Jornal ND, nesta semana.
SeguirTrabalhadores e funcionários da região afirmam que ele está ali, em condições semelhantes, desde 2020.
Indignação e revolta
Conforme apurado pela coluna, o abrigo do ônibus foi retirado ainda no mês de janeiro. Os ônibus, no entanto, ainda estava realizando a parada no local.
Na última terça-feira ainda flagramos o embarque de um passageiro na linha executiva. A informação, no entanto, é que os motoristas foram orientados a não realizarem mais essa parada no local. O que, dessa forma, irritou os usuários que precisam parar no Direto do Campo, muito antes, ou no supermercado Angeloni, muito após.
É o relato da Vanessa Klein, que trabalha como terceirizada no local. “Eu sempre descia aqui, mas agora eu tenho que descer na frente do Angeloni e vir a pé. Todos os dias é ruim. É longinho. O calor que está hoje [sexta, 9]”, protestou.
Confira a entrevista
Vanessa Klein é funcionária e revela transtornos com a nova medida da prefeitura – Vídeo: Divulgação/ND
Dezenas de pessoas endossaram o manifesto da Vanessa. Há, ainda não confirmado, um abaixo-assinado em construção para que a prefeitura reveja a medida.
Integrantes do MPF, Justiça Federal, OAB e Polícia Federal devem corroborar o documento que será enviado ao Executivo.