O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta terça-feira (30) o primeiro balanço do Censo Demográfico 2022. Até então, pouco mais de 1,5 milhão de moradores de Santa Catarina foram recenseados, o que corresponde a quase 21% de toda a população.
Uma das principais novidades está na maior predominância de pessoas de 35 a 39 anos.
“Neste primeiro balanço o IBGE divulgou as novas pirâmides etárias de cada UF nas quais fica evidente o envelhecimento populacional brasileiro”, ressalta o Instituto.- Foto: Arquivo/Guilherme Medeiros/PMF/Divulgação/NDOs dados prévios indicam que a faixa etária, que é parte da chamada Geração Y, é a mais numerosa em Santa Catarina. O Estado envelheceu: em 2000, Santa Catarina tinha maior presença de pessoas de 15 a 19 anos, enquanto em 2010 moradores de 25 a 29 correspondiam à maioria (veja no mapa abaixo).
SeguirOs dados foram coletados em agosto, mês em que começou o Censo. Até então, 564.390 domicílios foram recenseados. A coleta tem fim previsto para 31 de outubro. Em todo o país, 58,29 milhões de habitantes responderam ao questionamento.
Também teve o aumento no percentual de pessoas de 50 anos ou mais. “Neste primeiro balanço o IBGE divulgou, ainda sem detalhar os dados, as novas pirâmides etárias de cada Unidade da Federação, nas quais fica evidente o envelhecimento populacional brasileiro”, ressalta o Instituto.
Transformações na faixa etária predominante em Santa Catarina, nos anos 2000, 2010 e 2022 – Foto: IBGE/Divulgação/NDDomicílios e recusa
Segundo o IBGE, há cerca de 2,76 pessoas por domicílio, dado que indica casas com menos moradores. No Censo Demográfico de 2010, a média era de 3,12 moradores por casa.
Santa Catarina tem um percentual de recusa menor que o registrado nacionalmente. Cerca de 1,6% dos moradores procurados pelos recenseadores se negaram à responder as perguntas. No país todo, a taxa é de 2,3%.
“O IBGE espera reduzir até o final da coleta com a aplicação de todos os protocolos de insistência”, ressaltou o órgão. Quase todos os recenseamentos (99%) foram feitos presencialmente.
População quilombola
Este é o primeiro Censo que computa dados de quilombolas no Brasil. Em todo o país, quase 387 mil quilombolas foram contabilizados. As maiores populações foram registradas na Bahia (30 a cada 100 moradores), Maranhão (20 em 100) e Pará (11 em 100).
No Estado, 310 quilombolas foram recenseados até então.
Até esta segunda-feira, mais de 450 mil indígenas foram contabilizados: 45% na região Norte, 37% no Nordeste, 8% no Sudeste, 7% no Centro-Oeste e pouco menos de 3% no Sul.
“Em Santa Catarina foram recenseados 3.184 indígenas até esta segunda, o que corresponde a 0,7% do total nacional”, destaca o IBGE.