Uma tradição das mulheres ao casar cai nos cartórios de SC

Desde 2002 com a publicação do Código Civil, adotar o sobrenome do marido não é mais uma preferência nos casamentos

Receba as principais notícias no WhatsApp

O número é uma tendência até da autonomia das mulheres atualmente. Passados 20 anos desde a publicação do Código Civil de 2002, que permitiu aos noivos adotarem o sobrenome do outro no matrimônio, caiu mais de 26% o número de mulheres que passaram a incluir o sobrenome do marido no casamento em Santa Catarina.

A escolha preferencial dos futuros casais tem sido pela manutenção dos sobrenomes de família, que hoje representam 30% das opções no momento da habilitação para o casamento. Em 2002, época em que o atual Código Civil foi publicado, o percentual de mulheres que adotavam o sobrenome do marido no casamento representava 90,4% dos matrimônios.

Tradição relacionada à adoção de sobrenomes iniciou ainda na Idade Média, na Europa – Foto: Nicolas Oliveira/Fine Art Wedding Photography/NDTradição relacionada à adoção de sobrenomes iniciou ainda na Idade Média, na Europa – Foto: Nicolas Oliveira/Fine Art Wedding Photography/ND

De lá para cá, o percentual passou a ser de 75%. As informações são dos Cartórios de Registro Civil e para o presidente da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), Gustavo Renato Fiscarelli, são um retrato fiel da sociedade brasileira e no caso dos casamentos “é uma busca pela igualdade entre os gêneros, com a mulher deixando de estar submissa ao marido e assumindo um papel de protagonismo na vida civil”, explica.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

Os dados também traçam um perfil das mulheres catarinenses. Em 2002, manter o mesmo nome e sobrenome casando representava 8,57% dos matrimônios em Santa Catarina. Nos Cartórios de Registro Civil do estado em 2021, chegou a 30% e quase 33,2% das escolhas nos primeiros cinco meses de 2022.

Outro dado curioso, a possibilidade de adotar o sobrenome da mulher pelo homem ainda não “vingou” na sociedade, apenas 0,4% das escolhas no momento do casamento. A escolha dos sobrenomes do futuro casal deve ser comunicada ao Cartório de Registro Civil no ato da habilitação do casamento.

Tópicos relacionados