Em cinco anos, 112 mil imigrantes ou refugiados vindos da Venezuela foram enviados para várias partes do país por meio da Operação Acolhida, força-tarefa do governo federal em parceria com mais de 100 instituições, como a ONU (Organização das Nações Unidas), com Santa Catarina sendo o Estado que mais abriga essas pessoas: 23,5 mil até julho deste ano.
Deputado catarinense durante visita a base em Roraima – Foto: Luca Gebara/Divulgação/NDDesde 2018, 1 milhão de venezuelanos entraram no país – quase metade desse contingente vai para outro país, enquanto a outra parte fica no Brasil, entre Roraima e outros Estados, e apenas 16% voltaram ao país de origem. Ou seja, muitos acabam indo por conta própria para as regiões brasileiras.
Florianópolis é a terceira cidade do Estado que mais abriga imigrantes venezuelanos em Santa Catarina. Desde 2018, a Capital recebeu 1.234 pessoas vindas da Venezuela.
SeguirAcolhida aos refugiados
Os dados da Operação Acolhida é um recorte apenas de quem passa pela estratégia de interiorização, ação que realoca os imigrantes de forma planejada para outros Estados. Porém, o contingente pode ser bem maior.
A maioria dos imigrantes ou refugiados foi direcionada para os Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Até o momento, 988 municípios brasileiros acolheram venezuelanos. Chapecó é o quarto no país que mais acolheu, com 4.510.
O deputado estadual Fabiano da Luz (PT) esteve em Roraima para entender como funciona todo o processo por qual passa o imigrante até chegar em Santa Catarina.
Segundo ele, é necessário criar estratégias para receber essas pessoas com dignidade e, ao mesmo tempo, aliviar a pressão sobre os serviços dessas cidades, com políticas públicas e investimentos.
O fluxo de refugiados continua crescendo. O prognóstico é negativo, com uma tendência de piora significativa. É necessário que o Estado, a União e os prefeitos catarinenses possam se unir em esforços para atender essa demanda.