Paulo Rolemberg paulo.rolemberg@ndmais.com.br

Bastidores, notícias e análises de assuntos relevantes do mundo político de Santa Catarina e do Brasil. Sergipano e apaixonado por Santa Catarina.

União de esforços para abrigar refugiados em SC

Santa Catarina sendo o Estado que mais abriga refugiados da Venezuela: 23,5 mil até julho deste ano. Desde 2018, 1 milhão de venezuelanos entraram no país

Receba as principais notícias no WhatsApp

Em cinco anos, 112 mil imigrantes ou refugiados vindos da Venezuela foram enviados para várias partes do país por meio da Operação Acolhida, força-tarefa do governo federal em parceria com mais de 100 instituições, como a ONU (Organização das Nações Unidas), com Santa Catarina sendo o Estado que mais abriga essas pessoas: 23,5 mil até julho deste ano.

Deputado catarinense durante visita a base em Roraima – Foto: Luca Gebara/Divulgação/NDDeputado catarinense durante visita a base em Roraima – Foto: Luca Gebara/Divulgação/ND

Desde 2018, 1 milhão de venezuelanos entraram no país – quase metade desse contingente vai para outro país, enquanto a outra parte fica no Brasil, entre Roraima e outros Estados, e apenas 16% voltaram ao país de origem. Ou seja, muitos acabam indo por conta própria para as regiões brasileiras.

Florianópolis é a terceira cidade do Estado que mais abriga imigrantes venezuelanos em Santa Catarina. Desde 2018, a Capital recebeu 1.234 pessoas vindas da Venezuela.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

Acolhida aos refugiados

Os dados da Operação Acolhida é um recorte apenas de quem passa pela estratégia de interiorização, ação que realoca os imigrantes de forma planejada para outros Estados. Porém, o contingente pode ser bem maior.

A maioria dos imigrantes ou refugiados foi direcionada para os Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Até o momento, 988 municípios brasileiros acolheram venezuelanos. Chapecó é o quarto no país que mais acolheu, com 4.510.

O deputado estadual Fabiano da Luz (PT) esteve em Roraima para entender como funciona todo o processo por qual passa o imigrante até chegar em Santa Catarina.

Segundo ele, é necessário criar estratégias para receber essas pessoas com dignidade e, ao mesmo tempo, aliviar a pressão sobre os serviços dessas cidades, com políticas públicas e investimentos.

O fluxo de refugiados continua crescendo. O prognóstico é negativo, com uma tendência de piora significativa. É necessário que o Estado, a União e os prefeitos catarinenses possam se unir em esforços para atender essa demanda.