A movimentação segue intensa nos arredores do paço municipal na Vila Operária, em Itajaí. Desde segunda-feira (7), profissionais do magistério seguem em greve pedindo a administração municipal a aplicação do piso nacional em Itajaí. O município segue argumentando que precisa ter “segurança jurídica” para iniciar as conversas.
Na quarta-feira (10), mais de 2,5 mil profissionais do magistério aderiram ao movimento, um salto de 500 pessoas a mais em relação a terça-feira, de acordo com dados divulgados pelo Sindifoz (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais da Região da Foz do Rio Itajaí).
Movimentação de servidores em frente a entrada principal da prefeitura – Foto: Reprodução/Redes Sociais/NDVídeos recebidos pela coluna mostram uma movimentação em direção ao gabinete do prefeito com cantos pedindo o pagamento do reajuste estabelecido pela lei nacional.
SeguirO sindicato explica que, através de seus representantes tem feito entregas regulares de ofícios ao gabinete, solicitando a aplicação do pedido e também uma audiência urgente com o prefeito Volnei Morastoni (MDB), mas a informação recebida até o momento é que a procuradoria do município segue analisando os documentos e não prevê prazo para conversar com o sindicato.
Francisco Johannsen, presidente do Sindifoz diz:
“É importante a comunidade entender que a categoria está procurando o diálogo com o governo, para resolver o mais rápido possível esta questão que está prejudicando diretamente a comunidade com a maioria das escolas e creches sendo afetadas pela greve. Infelizmente, o governo municipal, além de não cumprir a lei federal, não está se mostrando disposto a tratar do assunto com os representantes dos servidores”.
Servidores manifestam em direção ao gabinete do prefeito de Itajaí – Vídeo: Reprodução/Redes Sociais/ND
Em conversa com a coluna, Johannsen explica que o grau de descontentamento dos servidores tem aumentado, diante da negativa de negociação por parte do município.
Em nota oficial, encaminhada durante a semana, a Secretaria Municipal de Educação de Itajaí explicou que apesar da adesão de grande partes dos servidores ao movimento grevista, as unidades escolares estão com portões abertos e atendendo, conforme a demanda de alunos e profissionais em sala de aula.
O tempo vai passando e é hora do bom senso prevalecer; como em qualquer relação, saber ceder é fundamental.
Fazer concessões também.
O município que representa os interesses de todos os itajaienses precisa chamar os servidores para a mesa de negociações.
Esse é o pedido inicial, pra que depois, as equipes se debrucem sobre a lei e suas complexidades.
A população de Itajaí agradece.
Sem sinais de acordo, servidores querem e precisam ser ouvidos pela administração – Foto: Divulgação/SINDIFOZ/ND