A história de amor de Reginaldo Pavan, de 39 anos, e Rosana Pavan, de 44 anos, começou há cerca de um ano e meio em Araucária, na região metropolitana de Curitiba, no Paraná. No dia 29 de outubro eles “pararam” a cidade de Ponte Serrada, no Oeste de Santa Catarina, no dia do casamento.
Isso porque Rosana realizou um grande sonho: chegar a igreja de charrete, o que chamou a atenção dos moradores que pararam para vê-la passar.
Rosana realizou sonho de chegar a igreja de charrete. – Foto: Gabi Gabriela Fotografia/Divulgação/NDO trajeto em cima da charrete iniciou na Vila Pavan, onde moram os familiares de Reginaldo, e percorreu quase toda a cidade, passando, inclusive, pela BR-282, onde os veículos pararam para ver a noiva passar sob aplausos e gritos.
Seguir“Assisto novelas antigas e sempre gostei do estilo de roupas, educação e costumes da época. Por isso, tinha o sonho de casar e chegar de charrete no meu casamento”, conta.
Inclusive, quando foi pedida em casamento, uma das condições foi essa. O sogro ajudou na realização do sonho e encontrou uma charrete mais perto do que imaginava: em um dos vizinhos.
O veículo foi todo decorado pelas madrinhas para ficar com a cara da noiva. “Quando eu vi cheguei a chorar de emoção. Estava perfeito”, afirma.
O que para a noiva era um sonho, se tornou sucesso na cidade. Durante o trajeto até a Igreja Matriz Santo Antônio de Pádua, Rosana conta que sentiu um misto de emoções e não esperava a repercussão e a reação das pessoas. “Começamos a receber vídeos e fotos de pessoas que nem conhecemos”, comenta.
Assista:
Rosana parou as ruas da cidade. – Vídeo: Arquivo Pessoal/Divulgação/ND
Rosana parou as ruas da cidade. – Vídeo: Arquivo Pessoal/Divulgação/ND
A escolha do local para o casamento
A decisão do casamento ser realizado na cidade natal do noivo foi de Rosana, que é natural de Curitiba. Segundo ela, foi onde começou a história do casamento.
“Fomos passear em Ponte Serrada e visitamos a igreja. Na frente dela tem um Santo Antônio que está segurando um livro. Meu marido pediu o que estava escrito no livro e eu disse: Régis [apelido de Reginaldo] e Rosana”, relata.
Com a volta para Araucária, veio o tão esperado pedido de casamento. Porém, Rosana disse que só aceitaria em Ponte Serrada. No dia 12 de junho, Dia dos Namorados, e véspera do Dia de Santo Antônio, os dois estavam novamente em Ponte Serrada, onde participavam de um programa de rádio.
“Nós temos uma dupla e tocamos em bailes. Por isso, fomos divulgar nosso trabalho na rádio, mas chegando lá eu fiz a surpresa e a pedi em casamento ao vivo”, conta Reginaldo.
Casamento ocorreu em Ponte Serrada. – Foto: Gabi Gabriela Fotografia/Divulgação/NDO noivado aconteceu no mesmo dia e a partir dali Rosana sabia que queria que o casamento ocorresse em Ponte Serrada. “Preferi o casamento lá pela acolhida do povo. Quando começamos a convidar as pessoas foi uma força-tarefa. Todos felizes. É uma cidade e um povo simples, acolhedor e lindo.”
Cerca de 200 convidados compareceram ao casamento e alguns viajaram de Curitiba para prestigiar a união. “Na saída da igreja eu também quis ir de charrete até o local da festa. O amigo da família que nos conduziu ficou muito emocionado por nunca ter levado uma noiva”, acrescenta Reginaldo.
Amor na vida e na música
No dia que Rosana conheceu Reginaldo, eles estavam em um baile, na cidade de Araucária. Com uma amiga, Rosana colocou um chapéu de um cantor e tirou uma foto, que foi publicada nas redes sociais.
O cantor era Reginaldo, que viu a foto e procurou Rosana pelo salão. Ela dançava com o dono do estabelecimento, quando seus olhos cruzaram pela primeira vez com o de Reginaldo. “Ela estava dançando e eu resolvi cumprimentar ele para que ela me olhasse. E foi exatamente assim, quando dei oi para ele, ela imediatamente me olhou.”
Daquele dia em diante, os destinos dos dois nunca mais se separaram. Reginaldo já tinha uma carreira musical e Rosana – até então – não gostava de cantores, mas com o início do relacionamento passou a apoiar o amado.
“Eu cantava sozinho e ela incentivava em tudo, mas sabia que ela tinha talento e precisava ser moldada. Gradualmente, fui preparando ela e hoje somos uma dupla. Tocamos em bailes para muitas pessoas”, afirma.
Com a dupla “Régys Pavan & Rosana”, os dois tocam bailões com músicas gauchesca, forró, bandinha, valsa, entre outros estilos. Eles se apresentam em vários municípios e estados. “Hoje temos músicas gravadas e inéditas e estamos focados em lançar nossa dupla oficialmente em todas as plataformas”, finaliza.