Visitar a Guarda do Cubatão é também conectar-se com a natureza

Espaço é dedicado para a conexão pessoal com a natureza e um refúgio da área urbana

Redação ND Florianópolis

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O bairro Guarda do Cubatão, em Palhoça, na Grande Florianópolis, se divide entre área urbana e rural. Uma das ligações entre o lado sul ao lado norte se dá pela ponte pênsil que tem 116 metros de extensão, construída na década de 1980 e que corta o Rio Cubatão.

Ponte de arame é um dos pontos mais conhecidos – Foto: Divulgação/PMP/NDPonte de arame é um dos pontos mais conhecidos – Foto: Divulgação/PMP/ND

A ponte de arame, como é popularmente conhecida, só comporta um carro por vez, sendo assim, quando dois veículos entram juntos em lados opostos alguém precisa ceder e se aventurar a voltar de ré.

Se de um lado pode-se ver a construção de novos prédios e condomínios ganhando forma, do outro ainda dá para apreciar um lugar pacato com uma extensa área verde. 

Confundido muitas vezes com a Guarda do Embaú por ser chamado apenas de “Guarda”, o bairro apesar de não ter um belo mar como a praia vizinha, tem inúmeras cachoeiras, como a do Jarrão, a Encantada e a da Cobrinha de Ouro, e o tão respeitado Morro do Cambirela, que é ponto culminante do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, com 1.043 metros de altitude.

Visitar a Guarda do Cubatão é também conectar-se com a natureza – Foto: Rodrigo Lamim/NDVisitar a Guarda do Cubatão é também conectar-se com a natureza – Foto: Rodrigo Lamim/ND

Por falar em Cambirela, o sonho de muitas pessoas é chegar no topo para admirar a exuberante paisagem do litoral e as cidades localizadas no entorno. Essa é a montanha mais alta da região e com maior dificuldade de acesso.

Quem se aventura pelas suas trilhas leva em torno de 4 horas para conquistar o cume. Equipamentos e preparo físico são fundamentais para quem deseja desbravar suas belezas.

Na correria do dia a dia para tocar sua empresa de tecnologia, Rodrigo Lamin viu as crises de ansiedade aumentarem e começou a enxergar a vida com tristeza.

No início da pandemia ele veio visitar a família que mora na Guarda do Cubatão, comprou o sítio dos pais e conectou-se com a natureza. Essa imersão o fez se renovar e querer que outras pessoas sentissem o mesmo prazer. Pensando nisso, criou o Espaço Cambirela.

“Eu consegui me reconectar comigo mesmo, me senti bem e queria que outras pessoas se sentissem assim, então fui atrás de ideias e cheguei nesse conjunto de experiências que proporcionamos aqui”, afirma. 

A ideia do Espaço é conectar as pessoas com a natureza através das cabanas de vidro instaladas no meio da mata, trilhas, terapias, entre outras atividades que geram paz interior.

“Aqui os quatro elementos – água, terra, fogo e ar – são trabalhados de forma simples, mas que ajudam no autoconhecimento e no bem-estar”, afirma Rodrigo. 

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