Incêndios e tsunamis: asteroide ameaça a Terra em 2032 e preocupa cientistas em todo o mundo

Asteroide 2024 YR4, que está no radar dos cientistas, se desloca a 62 mil km/h e pode se aproximar da Terra

Foto de Bruno Benetti

Bruno Benetti Florianópolis

Receba as principais notícias no WhatsApp
na foto aparece um asteroide que pode se aproximar da Terra em 2032Objeto pode ter impacto com a Terra em 2032 – Foto: Imagem gerada por IA/ND

Um recém-descoberto asteroide está no radar de agências espaciais por apresentar uma chance remota de risco de colisão com a Terra nos próximos anos.

Batizado de 2024 YR4, o objeto, que se desloca a 62 mil km/h, tem entre 53 e 67 m de diâmetro e pode se aproximar perigosamente do planeta em 2032.

Impacto do asteroide com a Terra

Se atingir a superfície, o impacto poderia causar danos severos e gerar uma cratera de até 34 km e liberar uma energia equivalente a 500 bombas atômicas.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

Apesar da gravidade potencial, a probabilidade de colisão foi revisada para menos de 1%, segundo o Cneos (Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra), ligado à Nasa.

Atualmente, o risco de o objeto atingir a Lua é estimado em 3,8%. Ainda assim, alguns cientistas seguem atentos uma vez que a trajetória do 2024 YR4 poderia ser alterada por fatores de gravidade ou fenômenos espaciais.

Embora alguns eventos como esse sejam raros, o histórico geológico da Terra mostra que impactos de corpos espaciais não são inéditos. Objetos de cerca de 25 m de diâmetro atingem o planeta, em média, a cada 10 anos, enquanto as colisões com objetos maiores, como o 2024 YR4, são estimadas para ocorrer entre 500 mil e 1 milhão de anos.

Um impacto desse poderia desencadear incêndios tsunamis e alterar temporariamente o clima global, fenômeno conhecido como inverno de impacto.

Para minimizar riscos futuros, programas como o Sentry, da Nasa, e sistemas da Agência Espacial Europeia monitoram continuamente objetos que possam representar ameaça.

Os projetos de defesa planetária também estão em andamento, como o DART, que demonstrou a possibilidade de desviar a rota de um objeto com uma colisão controlada.

Tópicos relacionados