Cientistas confirmam a localização do oitavo continente desaparecido da Terra

Geólogos da Nova Zelândia confirmam existência de oitavo continente, que está submerso no sudoeste do Oceano Pacífico

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Lídia Gabriella Florianópolis

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Imagem da planeta Terra com vegetações e rios e TerraCientistas da Nova Zelândia estudam oitavo continente submerso – Foto: Canva/ND

Em uma descoberta revolucionária, geólogos do GNS Science (Instituto de Ciências Geológicas e Nucleares Limitada) confirmaram a existência de um oitavo continente submerso no sudoeste do Oceano Pacífico.

Intitulado como Zealandia, a região possui uma área de aproximadamente 4,9 milhões de quilômetros quadrados, mas cerca de 94% de sua massa terrestre permanece submersa.

Formação do oitavo continente

Zealandia se separou do supercontinente Gondwana há cerca de 85 milhões de anos. Incialmente, acreditava-se que sua submersão gradual era resultado do afinamento da crosta continental após a separação.

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No entanto, as pesquisas do GNS Science indicam que eventos tectônicos subsequentes, incluindo a formação do Anel de Fogo do Pacífico, desempenharam um papel significativo em sua submersão.

Evidências geológicas

Além das pesquisas da GNS Science, a Universidade Victoria de Wellington, da Nova Zelândia, também estudou o local e utilizaram técnicas avançadas de geocronologia e análise de anomalias magnéticas para mapear a estrutura de Zealandia.

O resultado do estudo revelou que a região possui características geológicas semelhantes às de continentes reconhecidos, como a crosta continental espessa e composição rochosa diversificada.

Os impactos do surgimento de um oitavo continente

Pessoa apontando para planeta Terra em cima de globoO surgimento do oitavo continente pode trazer diversos impactos – Foto: Canva/ND

A confirmação de Zealandia como um oitavo continente oferece diversas informações sobre o comportamento das placas tectônicas e a evolução geológica da Terra.

Sua existência desafia as definições tradicionais de continentes e destaca a complexidade dos processos geológicos que moldam nosso planeta.

Apesar de grande parte de Zealandia permanecer inexplorada devido à sua submersão, avanços tecnológicos em imageamento sísmico e perfuração em águas profundas prometem revelar mais sobre sua estrutura e história geológica.

Essas pesquisas podem fornecer vários pontos essenciais sobre a distribuição de recursos minerais e a biodiversidade marinha associada a esse oitavo continente.

Como surgiram os continentes?

Muito antes de surgirem os mapas que conhecemos hoje, a Terra era dominada por um único continente, a pangeia. No entanto, com o passar dos anos, essa enorme massa de terra se fragmentou, dando origem aos continentes atuais.

O movimento das placas tectônicas, as forças do manto terrestre e fenômenos geológicos intensos foram responsáveis por esse processo impressionante.

Mas como tudo isso começou? O que dizem os cientistas sobre a origem e a constante transformação dos continentes? Descubra, passo a passo, como a Terra chegou à forma atual e o que ainda pode mudar.

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    Há cerca de 240 milhões de anos, todos os continentes estavam unidos em uma única massa terrestre chamada Pangeia. Esse supercontinente começou a se fragmentar há aproximadamente 200 milhões de anos, dando origem aos continentes que conhecemos hoje. - Reprodução/Tech Mundo/ND
    Há cerca de 240 milhões de anos, todos os continentes estavam unidos em uma única massa terrestre chamada Pangeia. Esse supercontinente começou a se fragmentar há aproximadamente 200 milhões de anos, dando origem aos continentes que conhecemos hoje. - Reprodução/Tech Mundo/ND
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    Em 1912, o meteorologista alemão Alfred Wegener propôs que os continentes estavam em constante movimento, baseando-se em evidências como fósseis idênticos encontrados em diferentes continentes. Sua teoria da deriva continental foi precursora da moderna teoria da tectônica de placas. - Universo Friedrich/@FriedrichUniverse/Youtube
    Em 1912, o meteorologista alemão Alfred Wegener propôs que os continentes estavam em constante movimento, baseando-se em evidências como fósseis idênticos encontrados em diferentes continentes. Sua teoria da deriva continental foi precursora da moderna teoria da tectônica de placas. - Universo Friedrich/@FriedrichUniverse/Youtube
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    Antes da Pangeia, existiram outros supercontinentes como Rodínia, formado há cerca de 1,1 bilhão de anos, e Gondwana, que incluía terras que hoje correspondem à América do Sul, África, Antártica, Austrália e Índia. - UFPO/Fernando F. Alkmim/Divulgação
    Antes da Pangeia, existiram outros supercontinentes como Rodínia, formado há cerca de 1,1 bilhão de anos, e Gondwana, que incluía terras que hoje correspondem à América do Sul, África, Antártica, Austrália e Índia. - UFPO/Fernando F. Alkmim/Divulgação
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    Pesquisas recentes indicam que uma "superpluma" de rocha quente, localizada a cerca de 2.900 km abaixo da superfície, está contribuindo para a separação do continente africano, podendo levar à formação de um novo oceano no futuro. - PxHere/ND
    Pesquisas recentes indicam que uma "superpluma" de rocha quente, localizada a cerca de 2.900 km abaixo da superfície, está contribuindo para a separação do continente africano, podendo levar à formação de um novo oceano no futuro. - PxHere/ND
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    A teoria da tectônica de placas explica que a litosfera terrestre é dividida em placas que se movem sobre o manto. Esse movimento é responsável pela formação de montanhas, terremotos e pela deriva continental. - Canva/ND
    A teoria da tectônica de placas explica que a litosfera terrestre é dividida em placas que se movem sobre o manto. Esse movimento é responsável pela formação de montanhas, terremotos e pela deriva continental. - Canva/ND

Por que é importante falar disso?

Identificar e estudar o continente Zealandia não apenas enriquece nosso conhecimento, mas também enfatiza a importância de explorar e conhecer cada parte do planeta em que vivemos.

À medida em que a tecnologia avança, é provável que mais descobertas como essa venham à tona, o que traz novos desafios e expandem tudo que sabemos sobre a Terra.